Archive for 23 de janeiro de 2012

Empossado prefeito de 94 anos no interior da Bahia

Prefeito Edvaldo Oliveira Souza, de 94 anos. Foto - G1 BA / Reprodução TV Subaé

A cidade de Dom Macedo Costa, a 180 quilômetros de Salvador, Bahia, está sendo governada por um prefeito de 94 anos, que pode ser considerado o mais velho do Brasil. Edvaldo Oliveira Souza era vice e assumiu a prefeitura no lugar de Deraldo Piton, que morreu no sábado (21) em decorrência de problemas no fígado.

O novo prefeito diz que se sente privilegiado por ainda ter condições físicas de administrar a cidade. “É uma glória chegar aos 94 anos ainda administrando um munícipio. Eu queria sempre ser vereador e cheguei mais longe”, afirma. O político já foi considerado o vereador mais velho do Brasil pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2004, aos 86 anos, e agora assume o posto de gestor municipal em clima de surpresa e confiança. “Não esperava, mas com o auxílio de Deus e do povo macedense, vamos colocar para frente. Eu pretendo governar fazendo o possível, realizando o que as verbas oferecerem”, diz.

Segundo dados do TSE, nas últimas eleições municipais, em 2008, o prefeito eleito com mais idade no Brasil foi Susumo Itimura (PSDB), em Uraí (PR), que morreu em 2011 aos 93 anos.

 Edvaldo nasceu em 12 de janeiro de 1918, na localidade do Ramo das Graças, na cidade de Dom Macedo Costa. Foi vereador na cidade de Santo Antônio de Jesus, onde assumiu quatro mandatos. Ele ocupou outros quatro mandatos como vereador em Dom Macedo Costa.

 Sepultamento
O corpo de Deraldo Barreto Piton começou a ser velado na tarde de sábado, na Câmara de Vereadores de Dom Macedo Costa e o enterro foi realizado no final da manhã de domingo (22) com a presença de dezenas de moradores. O vice Edvaldo havia sido empossado quatro dias antes, quando o prefeito já estava afastado da gestão municipal por agravamento dos problemas de saúde.

Ele foi internado no Hospital Espanhol, em Salvador, no dia 8 de janeiro para tratar de uma cirrose hepática. Deraldo era casado e deixou quatro filhos. Ele cumpria seu terceiro mandato como prefeito e já foi vereador por duas vezes no município.

Fonte:G1

Jovem do RS é aprovado em 12 vestibulares para medicina

O candidato chegou a dedicar 11h por dia aos estudos. Foto - Reprodução / RBS TV

Ao contrário da maioria dos vestibulandos, o maior desafio de Lucas Ames, 19 anos, não foi garantir a vaga, mas escolher a universidade diante de tantas opções. Ao total, o estudante de Santa Rosa (RS) passou em 12 faculdades de medicina no Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. Três das aprovações foram em instituições públicas, na UFRGS, em Porto Alegre, na Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

Entre os cursos particulares, a melhor posição alcançada foi na Ulbra, onde ficou em segundo lugar. Já entre as federais, a maior conquista foi a terceira colocação na UFRGS. Mesmo com todas as possibilidades, Lucas está confiante sobre sua decisão. “Acho que não vai ter nenhuma escolha errada”, diz o estudante, que prefere ficar em Porto Alegre, onde passou em duas universidades.

Para atingir o resultado, foram dois anos de dedicação exclusiva aos livros. Em 2010, após a conclusão do Ensino Médio, o estudante se matriculou em um cursinho pré-vestibular de Porto Alegre. O futuro médico revela que não tem superstição na hora de realizar os testes, mas aposta no hábito de ler diversas vezes as questões para evitar equívocos. “Mesmo que eu já tenha terminado, fico revisando, sempre acho algum errinho”, conta. Além de muita atenção, disciplina e organização foram fundamentais para garantir um bom desempenho. Durante o ano de 2011, ele dedicou cerca de 11 horas por dia à preparação para os testes.

          De acordo com os pais de Lucas, a vontade de aprender é uma característica nata do jovem. O gosto pela leitura vem da infância: “Ele sempre conviveu com os livros, brincava com eles, depois lia muitos gibis e e todos os livros que ele queria ler a gente incentivava”, conta a mãe, Maria Alice Ames. Ela relembra também que em vez de ordenar ao filho que se dedicasse à escola, precisava pedir para que não exagerasse no tempo reservado ao aprendizado. “Nunca tivemos problema com estudo, muito pelo contrário, tínhamos de pedir para ele parar um pouquinho”, relembra.

Fonte: G1

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