Archive for 1 de abril de 2016

Sobral realiza mobilização no Dia Mundial do Autismo

Evento marca a data em Sobral. Foto-Divulgação

Evento marca a data em Sobral. Foto-Divulgação

A Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Sobral (Apaso) realiza neste sábado (2) uma ação em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização a favor do Autismo. Em stand montado no corredor principal do North Shopping, a entidade disponibilizará uma equipe multi de profissionais de diversas áreas: psiquiatras, psicólogos, advogados, assistentes sociais, psicopedagogos, entre outros. Haverá também entrega de informativos e materiais lúdicos e educativos. A ação acontece das 10h às 22h e é totalmente gratuita.

Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Sobral (Apaso), foi fundada por mães de crianças de autistas no dia 22 de fevereiro de 2013, com o fim de constituírem uma sociedade sem fins lucrativos de caráter filantrópico, com objetivo precípuo de prestar apoio nas diversas causas a pessoa com autismo, crianças, jovens e adultos.

 A Apaso vem conquistando vários projetos, dentre eles o Projeto Napaso (Núcleo de Apoio Psicopedagógico da Associação dos Autistas de Sobral) e o projeto de Jiu-jitsu – Autista no Esporte. Está localizada na Rua Escócia, nº 1258, no bairro Junco, em Sobral.

 Lei de Inclusão

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 70 milhões de pessoas no planeta são autistas. Apesar de atingir quase dois milhões de pessoas no Brasil, a síndrome  ainda é desconhecida para muitos.

Criado em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial da Consciência sobre o Autismo foi instituído para fomentar a discussão sobre as pessoas com autismo, sob a ótica dos direitos humanos.

O autismo é uma condição de desordens no desenvolvimento do cérebro, podendo afetar as habilidades de comunicação, comportamento e interação social. A Nova Lei Brasileira de Inclusão, que entrou em vigor no dia 2 de janeiro de 2016, amplia a garantia dos direitos das pessoas com deficiência e prevê punições para atos discriminatórios.

Pensar o Brasil – Artigo do Professor Teodoro

Opinião/Professor Teodoro – Deputado estadual

Deputado Professor Teodoro (PSD). Foto - Arquivo

Deputado Professor Teodoro (PSD). Foto – Arquivo

A crise política vem aumentando de temperatura desde a instalação da Comissão Especial de Impeachment. O tema ganhou as ruas, com os dois lados realizando manifestações. Os governistas afirmam que o impeachment é golpe. Mesmo previsto na Constituição, ele seria um instrumento de golpe, pois não haveria crime de responsabilidade da presidente. A oposição alega que há, sim, crimes, e o caso vai a julgamento.

Ao lado da crise política, outra não menos grave se apresenta nas manchetes que dão conta de prejuízos recordes em empresas estatais, volta da inflação, doenças, aumento do déficit, novo corte no orçamento (educação, mais uma vez, é o setor que mais perde). É certo que o cenário econômico contamina o político, que dificulta a solução. Numa espiral crescente em que as duas crises se acentuam, apontando para o caos.

A agenda dos três poderes foi capturada pelo tema que se espraia por todo o Brasil nas capas de jornais, nas telas de TV e pelo rádio, penetrando os mais diversos espaços de concentração, como as praças e os campos de futebol. O governo já não governa a pleno, gasta muito da energia em sua defesa política. O Congresso, não se fala noutra coisa. E o Judiciário também se envolve nas discussões diante das demandas que lhe chegam.

Enquanto isso, o Brasil definha, pois a inércia governamental compromete as ações para redesenhar o futuro de nossa nação. Fala-se que, salvando-se do impedimento, a presidente Dilma teria um restante de governo combalido. A oposição exploraria essa debilidade. Noutra vertente, com o impedimento, assumiria o vice, Michel Temer. Também não teria vida fácil, pois os que lhe farão oposição ameaçam parar o país.

Politique d’abord, repetia sempre em sala de aula meu antigo professor de Ciências Sociais. A política em primeiro lugar, pois cabe à política resolver suas próprias crises. Mas a política não é um fim em si mesmo. Ela é um meio para valorizar o bem comum. Apesar do calor das discussões, não podemos deixar de pensar o Brasil. E não apenas nos interesses politiqueiros.  

Passado esse vendaval, que esperamos seja breve, devem os políticos proclamar um armistício para que possamos retomar o crescimento e assegurar os direitos conquistados nos últimos anos. Sejam os que se referem à consolidação da democracia sejam os que deram dignidade a milhões de pessoas resgatadas da miséria.

Se assim não pactuarmos, e a disputa menor prevalecer, não é bem a política o que estamos fazendo. A política, que pressupõe a conflagração, também tem como princípio o reconhecimento. Uma das saídas é buscar o que nos une. Uma das principais lutas que podemos fazer juntos, numa batalha sem trégua, é tentar enfrentar o patrimonialismo.

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