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Educação financeira nas escolas – Artigo do Prof. Teodoro

Opinião/Professor Teodoro -Deputado Estadual

Deputado Professor Teodoro (PSD). Foto - Arquivo

Deputado Professor Teodoro (PSD). Foto – Arquivo

O Plano Estadual de Educação ainda tramita na Assembleia Legislativa, para se alinhar ao Plano Nacional, aprovado há dois anos. E o PNE já levara quatro anos de tramitação no Congresso Nacional. Estamos em atraso nas discussões nacionais da educação. Enquanto o foco vai para questões laterais, a essência vira acessório, e nós deixamos de avançar.

O que se discute agora no plano nacional é a nova grade curricular, que há cerca de um ano o Ministério da Educação lançou para discussão pública. A Base Nacional Comum Curricular pretende atualizar e melhorar o currículo, apontado por educadores como extenso, pouco atrativo e distante da realidade do aluno. A discussão pretende estabelecer o conteúdo mínimo que o estudante deve dominar de acordo com as faixas etárias e séries escolares.

De novo, perceberam-se desvios pedagógicos, que causou polêmica nos meios de Comunicação. Um pequeno exemplo é que História Clássica, como aprendemos, seria ensinada com bem menos ênfase. Novamente, o debate se estabeleceu sobre o aspecto ideológico e até doutrinário no ensino. O próprio MEC se apressou para corrigir as distorções. Precisamos refletir e dar atenção ao novo currículo nacional, pois será um marco na história da nossa educação.

Pela primeira vez, há uma diretriz nacional que baliza o conteúdo adequado. Isso quer dizer que, quando aplicado, um estudante brasileiro, seja de qualquer região, deverá ter o mesmo conhecimento básico dentro da mesma faixa etária e ano de estudo. Estabelecido a grade básica, existe abertura para agregar disciplinas apropriadas a cada local e cultura.

Quando se aplica o método interdisciplinar, em que os estudos se aplicam aos outros e a aprendizagem se dá de forma menos fragmentada, o currículo funciona como um todo, como num mosaico de engrenagem que se inter-relacionam. Essas peças seriam as disciplinas que completariam a grade básica nacional. E uma das estratégias para tornar a aprendizagem atraente é tentar aplicá-la no dia a dia do aluno.

Discutindo esse assunto, li um artigo sobre um projeto do MEC, já iniciado e que deveria ser aplicado com mais intensidade a partir desse novo currículo: Programa de Educação Financeira nas Escolas. Segundo o programa, seu principal objetivo é contribuir para o desenvolvimento da cultura de planejamento, prevenção, poupança, investimento e consumo consciente.

A história da humanidade está ligada às trocas, ao mercado, ao dinheiro. E jamais se viu uma febre de consumo e tão alto nível de endividamento das famílias. A evolução do dinheiro chegou à sua forma plástica, o cartão de crédito. Um instrumento poderoso para o comércio e também um perigo para quem não se planeja e passa a ser vítima dos altos juros provocados por atrasos e parcelamentos.

A geração de hoje passa para a nova esse descontrole da economia doméstica. O círculo vicioso pode ser quebrado pela educação financeira nas escolas.

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