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Sistema Nacional do Conhecimento-Artigo do Prof. Teodoro

Opinião/Professor Teodoro – Deputado estadual

Deputado Professor Teodoro Soares (PSD). Foto - Arquivo

Deputado Professor Teodoro Soares (PSD). Foto – Arquivo

Um aparte do senador Cristóvam Buarque, durante sessão deste 25 de maio, ilumina o diagnóstico do Brasil no aspecto da educação, cultura e inovação. O debate se fazia a respeito da área cultural, que perdeu o status de ministério, passando para a educação, mas que voltou ao seu patamar anterior, depois da forte reação da classe artística.

Ter ou não um ministério da Cultura é uma discussão acessória se levarmos em conta o que se faz nele. Para mim, se houvesse um só ministério seria o da Cultura, pois abrange e perpassa todos os demais assuntos, seja de  gestão, de política, seja econômica. Assim como o da Cultura, o da Ciência e Tecnologia também não faria sentido existir sem que a educação seja de qualidade e para todos.

Para Cristóvam Buarque, o principal é criarmos um Sistema Nacional do Conhecimento e da Inovação pleno. “Esse sistema precisa começar pela educação de base da máxima qualidade igual para todos”. Segundo o senador, o governo federal, que age apenas como indutor até o Ensino Médio, deveria se responsabilizar por garantir a equidade da oferta de educação. Que ela chegue a todos os brasileiros, “independentemente do CEP ou do CPF do pai”.

Apenas 20% de nossos jovens terminam o ensino médio com competência, com qualidade, lembra o senador, que comparou à economia petrolífera: “É como se estivéssemos tapando poços de petróleo da genialidade intelectual, que é a principal riqueza daqui pra frente”. E pergunta para que vale ter ministério se perdemos tantos cérebros ao lhes negar uma boa educação de base.

Por fim, o senador propõe que o BNDES passe a financiar empresas que gerem conhecimento, pois hoje é fartamente usado para propiciar fusões de grandes empresários. O foco seria na indução de inovações, de empresas inventivas, que traga o conhecimento como principal valor. O atraso no número de patentes em relação a países desenvolvidos dá dimensão do quão grande é nosso desafio na área.

Para a inovação, o apoio ao ensino superior é também imprescindível. Mas não teremos o bom ensino superior, sem uma educação básica de igual qualidade para todos. Essa função precisa está a cargo do Ministério da Educação. Hoje, ela se divide entre os estados, que respondem pelo Ensino Médio, e os municípios, que ofertam a educação de ensino fundamental e creches.

Só com um ministério federal, haveria mais condições de nos aproximarmos da equidade. Cada município conta com seus próprios recursos, fazendo com que os mais ricos ofereçam  melhores condições, perpetuando desigualdades. O mesmo currículo, com suas interações regionais, o mesmo concurso de professores, o mesmo mobiliário, os mesmos equipamentos e infraestrutura.

Só assim, com a federalização da educação de base, teremos condições de construir uma nação com a devida sustentabilidade para produzir desenvolvimento político, econômico e social através do conhecimento.

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