Archive for 15 de julho de 2016

Festival Música na Ibiapaba divulga programação de shows

Orquestra Transversal

Orquestra Transversal, Fotos – Divulgação

A diversidade musical vai embalar as noites do XII Festival Música na Ibiapaba, que de 23 a 30 de julho promete atrair público de todas as idades com um objetivo em comum: vivenciar uma semana de música em todos os sentidos nas salas de aula, nos palcos e plateias dos diversos shows. O Festival acontece em Viçosa do Ceará, em outras oito cidades da região da Ibiapaba e em Sobral, sempre com entrada franca. Além dos participantes das oficinas, o público em geral está convidado para curtir uma programação especial de shows, com grandes nomes da música do Ceará e do Brasil.

Banda DonaZefinha

Banda DonaZefinha

 Nos dois primeiros dias (23 e 24) e nos três últimos (28 a 30) as atividades formativas e artísticas acontecerão em Viçosa do Ceará. De 25 a 27 a programação será realizada nas outras cidades, com oficinas simultâneas nos nove municípios e shows em duas a três cidades por noite. É a programação “Nosso Som”, com shows de artistas da região, possibilitando um rico intercâmbio. São eles: Rapper Henrique MH (Tianguá), Saxteto de Sopros e Percussão (Croatá), Glaydson Frota (Sobral), Trovador Eletrônico (Sobral), Jofran Fontenelle (Meruoca), show “Amigos do Choro” (São Benedito) e Grupo Choro Feliz (Ipu). A programação completa pode ser conferida no site do Festival: www.festivalmusicaibiapaba.com

Grupo BeBossa -

Grupo BeBossa –

 Shows e formação

 A programação artística, assinada pelas curadoras Lu Basile e Consiglia Latorre, foi pensada dentro do conceito desta edição do Festival, de provocar a “Música em Todos os Sentidos”, buscando contemplar a diversidade musical, apresentar grupos de formações inovadoras e convidar o público em geral, compreendendo que todos podem – e devem – fazer e viver a música. Essa será a marca nos palcos de Viçosa do Ceará. Nos demais municípios, o Festival proporciona um intercâmbio de grupos da região da Ibiapaba, com a programação “Nosso Som”.

 

Grupo Uirapuru - orquestra de barro

Grupo Uirapuru – orquestra de barro

A festa musical começa em Viçosa do Ceará, com a banda Dona Zefinha, no dia 23 (sábado), às 21 horas, no Patamar da Matriz Nossa Senhora da Assunção. A banda apresenta “Invocado que só”, espetáculo cênico-musical que combina elementos multiétnicos. No fim da tarde de domingo, 24, na Praça da Matriz, a riqueza dos metais será evidenciada na apresentação das bandas de música dos municípios da região.

Show da cantora Lorena Nunes

Show da cantora Lorena Nunes

 Grandes nomes

 Na fase final do festival, grandes artistas voltam a se apresentar em Viçosa do Ceará. Na quinta-feira, dia 28, às 19h30, no Teatro D. Pedro II, vão ecoar os sons do Grupo Uirapuru, orquestra de barro criada pelo artista plástico e luthier Tércio Araripe, com instrumentos de corda, sopro e percussão, todos feitos de barro. O grupo apresenta composições autorais sob a regência do multiinstrumentista e compositor Luizinho Duarte. Às 21h começa a programação na Praça General Tibúrcio com o rapper Erivan Produtos do Morro apresentando o novo show, “Bendito Som das Quebradas”, e sua mistura das batidas do rap com vertentes do rock, do ragga, da MPB, do morro com o asfalto, sem perder de vista as influências regionais do repente e da embolada e de toda gente que figura sua memória afetiva. Na sequência, o público vai conferir e a riqueza sonora provocada pelo violinista Ricardo Herz e Samuca do Acordeon (SP/RS), em um criativo diálogo musical passando por ritmos como choro, frevo, tango e chamamé.

Herz e Samuca

Ricardo Herz e Samuca do Acordeon

A inventividade também vai marcar a noite da sexta-feira, 29, dedicada aos instrumentais da Orquestra Transversal, formada por alunos do Bacharelado em flauta transversal e de Licenciatura em Música da Universidade Estadual do Ceará (UECE), sob a direção do professor Heriberto Porto, interpretando composições e arranjos de autores cearenses que vão do erudito ao experimental, passando pelo regional; Trio Herluno, o mais novo trabalho do baixista Hermano Bezerra, do baterista Luizinho Duarte e do acordeonista Nonato Lima, interpretando composições próprias e de autores nacionais e internacionais em ritmos como bossa nova, baião, samba, frevo, tango, tudo sem largar mão da improvisação jazzístico. E para fechar a noite, a tradicional Roda de Som dos professores e alunos do festival, um dos momentos mais aguardados do evento, pela liberdade das performances e pela interação entre jovens e mestres.

Trovador Eletronico

Trovador Eletronico

 Com a Apresentação de Encerramento das Oficinas o Festival conclui sua 12ª edição no domingo, 30, na Praça General Tibúrcio, a partir das 18 horas. Em seguida, o palco é do BeBossa, sexteto vocal do Rio de Janeiro que traz as influências de grandes grupos como Boca Livre, MPB4, Quarteto Em Cy, Take6. A pesquisa musical que vem sendo feita desde 2000 pelo BeBossa é a sequência de uma importante tradição no Ceará e no Brasil, da música vocal, em grupos ou corais, apresentada pelo grupo carioca em uma fusão da rítmica brasileira com a harmonia do jazz. Entre os integrantes do Bebossa está o arranjador Zeca Rodrigues, que já participou como professor do Festival Música na Ibiapaba nas edições de 200a a 2007 e em 2014.

Trio-Herluno

Trio Herluno

 Encerrando a programação de forma festiva, com um show de muita intensidade e com arranjos diferenciados, a cantora Lorena Nunes, uma das maiores vozes do novo cenário da música no Ceará, faz sua Homenagem à Tropicália, projeto lançado em fevereiro deste ano no Festival Jazz & Blues, e mostra canções do aplaudido disco “Ouvi Dizer que Lá Faz Sol”.

 Quem faz o festival

 O XII Festival Música na Ibiapaba é uma realização da Secretaria da Cultura do Governo do Estado (Secult), com a Fundação Educacional Silvestre Gomes como entidade parceira selecionada via edital.

 

97% dos adolescentes mortos são homens e 65% são negros

Para relator do comitê, morte de adolescentes ocorem devido a abandono, Foto-Junior Pio/AL

Para  Renato Roseno, mortes de adolescentes ocorem devido a abandono.Foto-Junior Pio/AL

Em Fortaleza, 97% dos adolescentes assassinados são homens e 65% são negros. Além disso, 53% dos jovens mortos nunca cumpriram medidas socioeducativas e 74% estavam foram da escola há, pelo menos, seis meses, de acordo com estudo  divulgado, no dia 15 de julho, pelo Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, na Assembleia Legislativa do Ceará. O grupo analisou 145 casos ocorridos na capital cearense.

Entre os adolescentes que cometeram homicídios, 53% têm conflitos no bairro ou em outro território, 44% possuem limitação para se locomover nas áreas onde moram e 89% deles declararam já ter sofrido agressão policial. No total, foram ouvidos 122 adolescentes autores de homicídios.

Para o deputado Renato Roseno (Psol), relator do Comitê, os homicídios ocorrem devido ao abandono e vulnerabilidade dos jovens. “Essa cadeia de abandono é que leva ao envolvimento com o mercado de armas e a morte”, afirmou.

Ainda segundo o deputado, a segunda etapa do trabalho desenvolvido pelo Comitê será “desenhar um conjunto de políticas públicas eficazes, bem detalhadas, com metas pontificadas para prevenção dos homicídios”.

Como exemplo, o deputado citou que mais de 60% dos adolescentes que morreram tinham deixado a escola pelo menos um ano antes da morte. “Esse sinal de alerta, junto com outros sinais que podem ser constatados pela rede de proteção social, podem gerar o gerenciamento de casos específicos e prevenir a violência”, defendeu.

Segundo o coordenador  da Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)  para Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, Rui Aguiar, um dos problemas constatados foi a impunidade. “Os crimes contra adolescentes são pouco investigados”, disse.

Para Rui Aguiar, também há um abandono da adolescência. “Tem um vácuo de política pública na área da adolescência. Os adolescentes abandonam muito cedo a escola, não retornam e entram no mercado de trabalho em condições precárias”, informou.

Há ainda, conforme ele, a cultura da violência caracterizada pelo acesso às armas de fogo, o envolvimento em conflitos entre grupos rivais e homicídios contra pessoas da própria família. “Tem uma cultura de violência que precisa melhor ser examinada”, defendeu. Rui Aguiar adiantou que, encerrada a fase de coleta de dados, iniciará a fase de análise e desenho de recomendações para políticas públicas durante o segundo semestre.

Fonte: G1 CE

Seleção para professor do Curso de Medicina da UFC Sobral

Faculdade de Medicina da UFC, Campus Sobral. Foto - Arquivo

Faculdade de Medicina da UFC, Campus Sobral. Foto – Arquivo

O Curso de Medicina do Campus da Ubiversidade Federal do Ceará (UFC) em Sobral recebe inscrições, de 18 a 20 de julho, para seleção de professor substituto. A vaga, que exige jornada de trabalho de 20 horas semanais, é para o setor de estudo “Pediatria, Neonatologia e Internato”.

Para participar da seleção, regida pela Edital n° 166/2016, é necessário apresentar título de mestre. A inscrição deve ser feita na secretaria do curso (Av. Comandante Maurocélio Rocha Pontes, 100, Derby, Sobral). A remuneração para a vaga é de R$ 2.498,78.

Mais informações podem ser obtidas no site da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFC.

Fonte: Portal da UFC

Abertas inscrições para estudantes selecionados no Fies

Este é o primeiro passo para o estudante convocado garantir o financiamento. Depois disso, ele precisa ainda passar por outras etapas, como enviar a documentação à instituição de ensino e assinar o contrato no banco.

Saiba Mais

O Ministério da Educação orienta os estudantes a monitorar o SisFies para acompanhar seu status. Os alunos que estão na lista de espera, por exemplo, podem ser convocados caso sobrem vagas. Neste caso, eles têm cinco dias úteis paras se inscrever no SisFies e consolidar a primeira etapa do financiamento.

Nesta edição, o Fies oferece 75 mil vagas. No total, se inscreveram 294 mil pessoas. O Fies é uma das três principais iniciativas do governo federal na gestão do ensino superior. Enquanto o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) seleciona para vagas em universidades públicas e o Prouni (Programa Universidade para Todos) concede bolsas em instituições particulares, o Fies oferece contratos de financiamento com foco em alunos de baixa renda.

Mudanças: renda e seleção

A partir deste semestre, o MEC adota um sistema parecido com o do Prouni na hora da seleção dos estudantes: os inscritos poderão mudar a opção de curso quantas vezes quiserem de acordo com a nota de corte que será divulgada pelo sistema a partir do segundo dia de inscrições.

Caso o candidato altere ou cancele sua inscrição no Fies, a vaga volta a ser disponibilizada pelo sistema para nova inscrição.

Outra novidade é elevação da renda familiar per capita de 2,5 salários mínimos para 3 salários para a concessão de novos financiamentos.

Cursos prioritários

O MEC decidiu reduzir o percentual de contratos que deveriam ser fechados exclusivamente com estudantes das áreas de saúde, engenharia e licenciatura. Antes, essas áreas recebiam 70% dos financiamentos. A partir desta edição, o percentual será reduzido para 60%.

Ainda dentro de cada uma das subáreas haverá nova divisão: Cursos prioritários da área de saúde passam de 45% para 50%; Cursos prioritários da área de engenharia passam de 35% para 40%; Cursos prioritários da área de licenciatura, pedagogia e “normal superior” caem de 20% para 10%.

Além disso, segundo o MEC, está prevista nova etapa de inscrição para vagas remanescentes com prazo específico para estudantes inscritos e não aprovados.

Contato para dúvidas

Mais informações podem ser obtidas pelo site do Fies ou pelo telefone 0800-616161.

Fonte: Do G1, em São Paulo

Ênfase na educação básica – Artigo do Professor Teodoro

Opinião/Professor Teodoro – Deputado Estadual

Deputado Professor Teodoro (PSD). Foto - Arquivo

Deputado Professor Teodoro (PSD). Foto – Arquivo

O investimento da educação brasileira está em descompasso com o dos países da OCDE, que reúne as nações mais desenvolvidas. A diferença do custo por aluno do ensino superior é quatro vezes maior do que o que se gasta com o aluno do ensino básico. Isso provoca graves distorções, propiciando o efeito Robincurar Hood às avessas, em que o pobre paga as benesses dos ricos. Nos países da OCDE, essa diferença não é tão grande. A tarefa do Brasil é equilibrar esses dois polos do ensino.

É chegada a hora de discutir com a sociedade brasileira a cobrança de mensalidade nas universidades públicas. Essa é sugestão de Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, em artigo intitulado “Toda força ao ensino básico”, na edição de quarta-feira (13), do jornal Folha de S. Paulo.

Os números ajudam na sua argumentação. O Brasil investe anualmente R$ 5,5 mil por aluno do ensino básico, enquanto o ensino superior recebe o equivalente a R$ 22 mil por aluno. Na comparação com a OCDE, estamos muito bem no tratamento ao ensino universitário, pois o investimento nacional é superior à média dos grandes países. Já no ensino básico, ficamos muito abaixo dos números da OCDE. Como o ensino básico atinge a grande massa de pobres do Brasil, e a universidade abriga os de melhores condições, é possível afirmar que há uma injustiça social, que precisa ser reparada.

O Brasil não pode deixar de investir no ensino superior, pois é um ensino mais caro mesmo, e dependem dele as inovações, que são os atuais motores de desenvolvimento. No entanto, podemos repensar seu meio de financiamento, que não fique apenas a cargo do Estado. Segundo Schneider, o “Brasil convive com uma lógica em que o rico, por pagar boas escolas por 15 anos, tem muito mais chance de cursar o ensino superior gratuito. Ao pobre, o País oferece apenas programas de crédito”.

Para quem não tivesse condições de pagar as mensalidades, haveria bolsas, além dos programas de crédito. As universidades federais já contam com programas que acolhem e selecionam alunos por critérios de renda para fazer jus a residências e restaurantes universitários.

O Brasil precisa realmente focar no ensino básico, desde a pré-escola. Isso dá mais chance para disputa de oportunidades no mercado de trabalho. Um dos grandes problemas brasileiros reside na falta de equidade na qualidade da educação. Isso perpetua as desigualdades.

O senador Cristovam Buarque se alinha a esse pensamento ao defender um sistema nacional de ensino e inovação, ficando sob a responsabilidade da União o que hoje está nas mãos das prefeituras. Para a máxima de educação de qualidade a todos, ela deve ser oferecida com as mesmas condições. O senador usa o sistema bancário como referência. Em cada canto do País, a agência de um banco se assemelha às demais, pelo salário dos profissionais, o maquinário, equipamentos, mobiliário e até design. Assim deveriam ser as escolas. E não custa lembrar: só com bons professores teremos uma boa escola.