Ceará é primeiro estado do NE a testar vacina contra dengue

Voluntários em Fortaleza começam a tomar vacina teste contra a dengue.Foto- Wânyffer Monteiro/TV Verdes Mares

Voluntários em Fortaleza tomam vacina teste contra dengue.Foto- Wânyffer Monteiro

Voluntários em Fortaleza começaram, na manhã desta segunda-feira (25) a tomar as doses testes da primeira vacina brasileira contra a dengue. Neste primeiro dia, cinco pessoas devem ser vacinadas na capital cearense. O planejamento é de que cerca de 1,2 mil fortalezenses de 2 a 59 anos participem dessa etapa, que é a terceira e última fase antes que a vacina possa ser submetida à avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para registro.

Os ensaios clínicos e acompanhamento dos voluntários ocorrem na Unidade de Pesquisa Clínica do Hospital Universitário Walter Cantídio, conduzidos pelo pesquisador Ivo Castelo Branco.

Fortaleza já tem aproximadamente 400 voluntários inscritos. O Ceará é o primeiro estado do Nordeste a receber os testes clínicos. Em todo o Brasil, serão 17 mil voluntários em 13 cidades.

Quem se voluntaria passa, inicialmente, por uma entrevista de cerca de uma hora com uma enfermeira, para ficarem cientes de toda a pesquisa. Em seguida, são encaminhados para exame médico, quando são observados testes vitais, histórico de doenças, inclusive se a pessoa já teve dengue. O voluntário é submetido ainda a exame de sangue, para saber se a pessoa está com dengue.

São convidadas a participar do estudo pessoas saudáveis, que já tiveram ou não dengue e que se enquadrem em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos.

Acompanhamento

Os participantes serão acompanhados por uma equipe médica pelo período de cinco anos para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina.

Nos primeiros 28 dias após a vacinação, os voluntários devem registrar em uma espécie de diário tudo que sentirem, para que sejam observados efeitos colaterais.

A vacina está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, em inglês) e é produzida com vírus vivos, mas geneticamente enfraquecidos.

Fonte: G1 CE

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