Archive for 26 de outubro de 2016

Professores da UVA decidem pelo fim da greve em Sobral

Assembleia ocorreu no dia 25 de outubro. Foto-ACMI/UVA

Assembleia ocorreu no dia 25 de outubro. Foto -ACMI/UVA

Em Assembleia Geral realizada na manhã de terça-feira, 25 de outubro, no Auditório Milton Santos, no campus Junco, em Sobral, professores da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) decidiram pelo fim da greve, iniciada em 16 de maio deste ano. Dos 122 professores presentes, 96 votaram a favor da suspensão e 15 pela continuidade da greve, tendo sido registradas três abstenções.

A proposta de suspensão da greve foi defendida pela direção do Sindicato dos Docentes da UVA (SINDIUVA) como uma “mudança de estratégia” necessária. “Tendo em vista a pauta de reivindicações ter sido atendida, ficando em aberto apenas a reposição salarial, entendemos que este é um momento de reorganização estratégica do movimento”, explica a Presidente do SINDIUVA, Professora Sílvia Helena de Lima Monteiro.

Calendário Acadêmico

Após comunicado oficialmente sobre o resultado da Assembleia, o reitor da UVA reuniu-se no início da tarde, na terca-feira, 25, com os diretores dos seis Centros de Ensino da UVA – CCAB, CCSA, CCS, CCET, CENFLE e CCH – para apresentação de proposta de novo Calendário Acadêmico pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROGRAD), a ser levada para discussão também nos colegiados de cada curso. A PROGRAD também apresentou a proposta a representantes do SINDIUVA.

Pelo novo Calendário Acadêmico proposto pela PROGRAD, o reinício do Semestre 2016.1 será em 31 de outubro de 2016 e o término em 25 de janeiro de 2017. O semestre 2016.2 iniciará em 13 de fevereiro com término em 21 de junho de 2017 e o período de matrícula dos alunos veteranos será de 6 a 8 de fevereiro.

O novo Calendário Acadêmico deverá ser divulgado no dia 28 de outubro.

Com informações da Assessoria de Comunicação e Marketing Institucional da UVA

Seis cidades do Ceará têm programação da Bienal de Dança

Andréia Pires (CE) apresenta Vagabundos

Andréia Pires (CE) apresenta Vagabundos. Foto-Divulgação

A Bienal Internacional de Dança do Ceará / De Par Em Par segue com a sua programação artística em Fortaleza e mais cinco polos da dança no Ceará: Sobral (De 27 a 30), Juazeiro do Norte (27 e 28), Itapipoca (27 a 29), Paracuru (28 e 29) e Trairi (28 e 29).

 Em Sobral, onde a Bienal acontece integrada ao projeto Cidade das Artes, do Governo do Estado, a programação já teve três dias de espetáculos, de 21 a 23, no Theatro São João, e retorna nesta quinta-feira, 27, para mais três dias, com as atividades na Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes (Ecoa). Na quinta-feira são dois espetáculos. Às 21h, a Paracuru Cia. De Dança (CE) apresenta Praia das Almas, resultado do projeto Percursos de Criação, onde teve a parceria do coreógrafo convidado Jorge Garcia (PE). Na sequência, às 21h30, Edvan Monteiro (CE) apresenta Arrastão, obra criada na Bienal de 2015, como resultado do projeto Trajetos EnCena.

 O coreógrafo e performer baiano Leonardo França é a atração na sexta-feira, às 21h. Ele apresenta Ouriço, um trabalho que convida a perceber o acontecimento da dança e a presença do corpo em relações improváveis. Neste espetáculo, o artista coloca em ação um pensamento em que corpo, som e objetos compõem uma dança para além do dançarino. “Este modo de operar coreograficamente nos expõe a situações de corpos para vibrar, estourar, suar, ventilar… Uma espécie de carnaval extático: intenso e embriagado, espinhoso e sedutor, enigmático e explícito”, explica.  

 No sábado, ainda no ECOA em Sobral, a Inquieta Cia de Teatros (CE),apresenta às 17h Esconderijo dos Gigantes, obra que fala do encontro entre dois seres de culturas diferentes, que passam a aprender um sobre o outro e questionar suas próprias verdades. À noite, às 20h, Andréia Pires (CE) apresenta Vagabundos, espetáculo que nasceu em 2013 dentro uma disciplina do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Ceará (UFC) e ganhou vida para além dos muros institucionais, abrindo espaço a atores advindos de outras instâncias e grupos, formando um elenco composto de 24 pessoas. A coreógrafa, professora do curso de Dança da UFC, define este trabalho como “uma coleção de histórias transformada numa coleção de gestos misturada com uma lista de músicas composta por um coletivo de bombas exposto numa rua sem começo e sem fim. Uma multidão de amores que vai e volta num espiral, muitos gritos, muitos sustos, muitos saltos, muitos mundos”.

 Encerrando a programação da Bienal em Sobral, no domingo, às 19h, a Cia Municipal de Dança de Porto Alegre, fundada em 2014, apresenta dois de seus três espetáculos coreográficos: Salão Grená e Adágio, sob a direção de dirigida por Airton Tomazzoni e Débora Leal.

 Serviço

Bienal Internacional de Dança do Ceará de Par em Par – De 21 a 30 de outubro de 2016 em Fortaleza, Sobral, Juazeiro do Norte, Paracuru, Itapipoca e Trairi. Informações: www.bienaldedanca.com. Infos: bienal@bienaldedanca.com e (85)3268-3034. Toda a programação tem acesso GRATUITO.

 

Açudes do Ceará apresentam volume de 8,27%

Seca

A Cogerh faz o monitoramento de 153 açudes no Ceará. Foto – Arquivo

Os 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), com capacidade total de 18,64 bilhões m³, apresentam volume de 1,54 bilhão m³ (8,27%).

O volume de água das bacias está assim distribuído: Litoral (32,35%), Alto Jaguaribe (17,63%), Coreaú (31,66%), Metropolitanas (13,25%), Serra da Ibiapaba (16,72%), Médio Jaguaribe (5,47%), Salgado (10,77%), Acaraú (8,05%), Banabuiú (2,11%), Sertões de Crateús (2,12%), Curu (1,91%) e Baixo Jaguaribe (0,00%).

Para mais informações, visite o site: http://www.hidro.ce.gov.br/

Fonte:Assessoria de Comunicação e Marketing da Cogerh (21.10.2016)

Belchior faz70 anos com paradeiro ignorado e CDs reeditados

Foto: Lia de Paula, em 04/01/2005

Artista sobralense Belchior completa 70 anos.Foto- Lia de Paula, em 04/01/2005

Cearense de Sobral, nascido em 26 de outubro de 1946, Antônio Carlos Belchior completa hoje 70 anos como um dos enigmas indecifráveis da música popular do Brasil. Se haverá festa, ninguém sabe onde. Sem paradeiro certo, Belchior está sumido há oito anos, mais precisamente desde 2008. De artista recluso, o cantor e compositor passou a viver como foragido desde que a Justiça começou a cobrar dívidas deste senhor latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e sem shows. O presente pelos 70 anos é dado ao público do artista neste mês de outubro através da caixa Três tons de Belchior, produzida pela gravadora Universal Music com reedições em CD de três álbuns do cantor.

Um desses álbuns, o único título de fato relevante dentre os três reeditados no box, completa 40 anos. Marco da discografia de Belchior, Alucinação (Philips, 1976, * * * * *) ganha a melhor reedição em CD na caixa editada com curadoria e textos do jornalista Renato Vieira. A atual reedição reproduz, no tamanho reduzido do CD, o encarte do LP original de 1976. E o som volta tinindo, por conta da exemplar remasterização feita por Ricardo Garcia (padrão sonoro de qualidade que se repete nas reedições dos outros dois discos).

Produzido pelo então quase iniciante Marco Mazzola, Alucinação tem arranjos de José Roberto Bertrami e repertório inteiramente autoral (composto sem parceiros) que inclui o hit radiofônico Apenas um rapaz latino-americano, os dois petardos roqueiros disparados pela cantora gaúcha Elis Regina (1945 – 1982) no show Falso brilhante (1975 / 1977) – Como nossos pais e Velha roupa colorida – e a regravação de A palo seco, música que Belchior lançara há dois anos no álbum de estreia, editado pela gravadora Continental em 1974 sem a merecida repercussão.

Alucinação, o álbum, inventaria perdas e danos da geração que tentou mudar o mundo na década de 1960. Belchior alfinetava a turma anterior, lembrando que o que há algum tempo era novo, jovem, já podia ser antigo naquele ano de 1976. Decorridos 40 anos da edição original, Alucinação hoje pode soar como álbum datado, até antigo, mas jamais velho porque, descontadas as referências da época, os embates entre gerações continuam girando em torno das mesmas questões universais expostas com contundência por Belchior em letras que iam direto ao ponto, sem firulas e metáforas.

 Já os dois outros álbuns da caixa, Melodrama (PolyGram, 1987, * * 1/2) e Elogio da loucura (PolyGram, 1988, * * 1/2) – ambos até então inéditos no formato de CD – soam velhos, datados, inclusive por conta da eletrônica sonoridade oitentista imposta ao artista na época. Basta comparar a regravação modernosa de Todo sujo de batom (1974), manchada com os teclados da época em Melodrama, com os registros feitos pelo compositor em 1974 e em 1977 (o segundo foi o melhor deles, sendo destaque do bem-sucedido álbum Coração selvagem, editado naquele ano de 1977 pela Warner Music).

Embora Belchior tenha tentado se afinar com o som da década de 1980, Melodrama – analisado hoje sob o benefício da perspectiva do tempo – já soa como disco fora de moda na época do lançamento. Belchior já era outro e precisava rejuvenescer, mas não o fez. A música brasileira também já era outra. Contudo, em Elogio da loucura, o artista ainda tentou atualizar a ideologia de Alucinação em letras que, no geral, soaram mais contundentes do que as melodias. De todo modo, o pastiche sonoro de boa parte da produção fonográfica da década de 1980 voltou a dar o tom em Elogio da loucura, outro disco fora de moda já na época do lançamento.

A própria MPB, corrente na qual Belchior se integrara ao longo dos áureos anos 1970, já começava a ficar fora de moda em 1988, suplantada pela geração pop do rock brasileiro e pelos pagodeiros dos quintais cariocas que conquistaram fama ao longo daquela década. Não por acaso, Marisa Monte despontou para o sucesso nacional em janeiro de 1989 com uma música brasileira de sotaque mais pop, deixando velhos (ao menos naqueles anos) ícones da MPB de gerações anteriores à dela.

Belchior foi um desses ícones. Empurrado para a margem do mercado fonográfico a partir da década de 1990, Belchior nunca mais gravou um disco com a repercussão, mesmo modesta, obtida por Melodrama e Elogio da loucura na mídia. O cantor e compositor passou a viver do passado de glória, fazendo shows com os sucessos que lhe garantiriam o sustento e um público fiel. Até que, por volta de 2007, a cabeça de Belchior começou a sair dos trilhos existenciais e a agenda de shows começou a ficar progressivamente vazia. A reclusão se tornou fuga que, com o passar do tempo, adquiriu caráter lendário.

Aos 70 anos de vida, Antônio Carlos Belchior se transformou no enigma que ninguém consegue decifrar. A oportuna caixa Três tons de Belchior reaviva parte do legado do artista e as ideias de uma mente que parece sempre ter estado em ebulição. (Cotação: * * * 1/2)

Fonte: G1 CE

 

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