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Pré-estação teve chuvas 21,6% abaixo da média no Ceará

A chuva acumulada nos meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017 no Ceará foi de 102,1mm, enquanto a média histórica do período é de 130,3mm.  Foto – Arquivo

Chuva acumulada em dezembro de 2016 e janeiro de 2017 foi de 102,1mm. Foto-Arquivo

A pré-estação de chuvas no Ceará é o período compreendido entre os meses de dezembro e janeiro, justamente quando, normalmente, se dão os primeiros registros de precipitações no Estado depois da estação seca (meses de agosto a novembro). Esse período pode ser considerado como o segundo mais importante em termos de quantidade de chuva acumulada e, a depender da atuação dos sistemas meteorológicos mais comuns dessa época, já pode ter impactos positivos na agricultura e no armazenamento de recursos hídricos.

Infelizmente, as precipitações observadas na pré-estação chuvosa 2016/2017, finalizada ontem, não atingiram sequer a média história do período e teve impactos pouco significativos para amenizar os efeitos da seca prolongada observada no Ceará desde 2012. A chuva acumulada nos meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017 no Estado foi de 102,1mm, enquanto a média histórica do período é de 130,3mm, ficando assim 21,6% abaixo da média.

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em dezembro foi registrada a atuação de sistemas meteorológicos típicos da pré-estação, como Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) e Cavados de Altos Níveis (CAN), trazendo precipitações de média intensidade para as regiões cearenses. Já no início de janeiro deste ano, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que é o principal sistema meteorológico que traz precipitações para o Ceará, notadamente durante a quadra chuvosa, se aproximou do norte do Nordeste, não chegando a atuar diretamente. A presença desses sistemas pode ser observada na foto abaixo.

Mas o avanço em direção ao continente de áreas de instabilidade associadas à ZCIT, situada sobre o oceano Atlântico, facilitou a ocorrência de algumas chuvas sobre o Ceará, principalmente no norte do estado. Instabilidades relacionadas à proximidade da ZCIT surgiram durante alguns dias, permitindo mais precipitações sobre o Estado, notadamente quando outros sistemas meteorológicos de pré-estação (VCAN e CAN) atuaram também em janeiro.

Observando as precipitações nas oito macrorregiões pluviométricas do Estado, nota-se que em somente duas delas as chuvas ficaram na categoria em torno da média: Litoral Norte e Litoral de Fortaleza. As outras cinco, assim como o Estado todo, tiveram desvios negativos ficando na categoria abaixo da média. Ver tabela.

Os meteorologistas da Funceme ressaltam, porém, que a chuva observada na pré-estação não tem relação com as precipitações da quadra chuvosa (período entre fevereiro e maio). Isso porque é na quadra chuvosa em que se observa principalmente a atuação direta da ZCIT no Ceará. A qualidade da nossa quadra chuvosa vai depender da quantidade de dias em que esse sistema atuará no Estado.

Segundo a previsão climática divulgada pela Funceme no dia 18 de janeiro, referente ao trimestre fevereiro-março-abril, a maior probabilidade é de as precipitações acumuladas ficarem em torno da média histórica no Estado. A Funceme divulgará, na segunda quinzena de fevereiro, novo prognóstico, este referente ao trimestre março-abril-maio.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Funceme (1º de fevereiro de 2017)

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