Uece forma educadores do campo para inclusão social

Solenidade ocorreu no dia 20 de dezembro de 2018.Fotos-Divulgação

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) realizou no último dia 20 de dezembro, no Campus Itaperi, solenidade de Colação de Grau para 16 concludentes do Curso de Licenciatura em Educação do Campo (Procampo), com habilitação em Linguagens e Códigos e em Ciências da Natureza.

O curso nasceu em 2010 a partir da demanda de movimentos sociais

O curso nasceu em 2010 a partir da demanda de movimentos sociais, com aprovação do Conselho Universitário da Uece. Seu objetivo principal era a melhoria dos índices educacionais nas zonas rurais tanto no que toca a formação dos educadores, como na garantia de acesso ao ensino superior a jovens e adultos do campo.

O curso foi oferecido pela Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), unidade da Uece na cidade de Limoeiro do Norte-CE.

A cerimônia foi presidida pelo vice-reitor Hidelbrando Soares, à época de início do curso diretor da Fafidam. Na ocasião, falou o quanto estava feliz. “Quero dizer que estou muito alegre de dirigir essa solenidade para esses 16 novos professores que, eu sei, vão fazer a diferença aonde estiverem, seja na sala de aula ou na rua”.

O vice-reitor tinha ainda outro motivo a comemorar junto aos concludentes. A aprovação, pela Assembleia Legislativa do Ceará, de projeto do deputado estadual Renato Roseno, presente no evento, que visa a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos no Estado.

Essa era a luta, inclusive, de José Maria de Tomé, homenageado pela turma concludente. Ele era ambientalista e líder comunitário na localidade de Tomé, em Limoeiro do Norte. Foi assassinado em 2010 por ser contra a pulverização aérea de agrotóxicos, denunciando ilegalidades na ocupação das terras por agroindústrias na Chapada do Apodi, onde muitas famílias, como a sua, foram desapropriadas de suas glebas em função da expansão do agronegócio.

“Esses dois eventos, a aprovação do projeto e a colação de grau de vocês, servem para reestabelecer nossas energias, bem como recarregar nossa bateria de esperança”, destacou Hidelbrando Soares. E continuou, “a responsabilidade de vocês, como professores do nosso Ceará e do nosso Brasil (…) é defender o estado democrático de direito, uma sociedade mais justa e um ambiente mais saudável para nós e para as futuras gerações”.

A coordenadora do Procampo/Uece e oradora docente, professora Sandra Gadelha, agradeceu a todos que contribuíram com o desenvolvimento do curso e ressaltou que, “reafirmamos nosso compromisso com a Educação do Campo, com a construção de políticas públicas que não só permitam a crianças e jovens o acesso e permanência na escolarização, mas, sobretudo, que haja vida nessa escola. A vida de quem vive e luta no campo! (…) A educação, portanto, do campo e não somente no campo”.

Com o mesmo pensamento, o orador discente, Antônio Nacelio dos Santos, reafirmou, em nome da turma, o seu compromisso. “Em nome das famílias sem terra, dos sem teto, de toda a classe excluída da sociedade, continuaremos firmes na luta e na defesa da educação no e do campo, e conspiraremos sempre contra a violência cometida pelas forças dominantes a qualquer trabalhador do campo. Seremos educadores e gestores comprometidos com uma educação que humanize e transforme”.

Estiveram também presentes na colação, o pró-reitor de Extensão, Fernando Roberto Ferreira Silva, representando todos os pró-reitores da instituição; o diretor da Fafidam, João Rameres Régis; a vice-diretora da Fafidam, Maria Lucenir Jerônimo Chaves; e a representante estadual do MST/CE, Maria Jesus dos Santos Gomes, que teve importante papel para criação do curso na Uece.

Com informações – Portal da Uece

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