Archive for 17 de fevereiro de 2020

Pesquisadores encontram maior exemplar de tronco fóssil

Troncos fósseis foram encontrados em sítio da cidade de Brejo Santo. — Foto: Divulgação/Urca
Fósseis estão expostos em praça na cidade de Santana do Cariri. — Foto: Divulgação/Urca

Pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca) resgataram, nesta quarta-feira (12), os maiores troncos fósseis já encontrados na Bacia do Araripe, interior do Estado. Os materiais servirão de base para estudos sobre as microestruturas e composição celular dos fósseis. As peças foram resgatadas do sítio Poço do Pau, propriedade particular na zona rural de Brejo Santo, e levadas ao município de Santana do Cariri.

Estima-se que as peças sejam do período Jurássico, com cerca de 145 milhões de anos.

Os fósseis estão expostos em uma praça perto do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri. As peças podem chegar a três toneladas.

Além da Urca e do Museu de Paleontologia, participaram do resgate o Geopark Araripe e a Prefeitura Municipal de Santana do Cariri, com a presença de pesquisadores da área.

Ao todo, foram encontradas três peças “mais robustas”, que têm de duas a três toneladas cada, e alguns pedaços menores. “Agora, vamos explorar de forma mais específica para entender se são parte da mesma árvore ou têm origens diferentes”.

Transporte

Uma verdadeira força-tarefa foi realizada para o transporte das peças. Segundo Allysson Pinheiro, foram necessários dois dias para realizar o embarque e o desembarque do material. Um caminhão foi utilizado para cumprir a tarefa. “Foi até um trabalho perigoso devido ao tamanho das peças. Mas, felizmente, deu tudo certo. Agora, vamos realizar o trabalho de limpeza para levá-lo ao [museu] Plácido Cidade Nuvens”, diz.

Pré-histórico

Estudos preliminares realizados por pesquisadores da Urca apontam que o material pertence à família da Araucariaceae, parente do Pinheiro do Paraná. Contudo, a confirmação só será possível após análise da estrutura celular.

Além da valorização do acervo fossilífero da região, os fósseis serão importantes ferramentas de estudos sobre a “condução de água e ecologia da planta a partir da observação das estruturas da espécie”, ressalta a paleontóloga Edenilce Peixoto Batista.

Por Rodrigo Rodrigues, G1 CE

14/02/2020 15h11 


Caso de sangue raro identificado no Ceará é único no Brasil, segundo Hemoce

Técnica usada na identificação, genotipagem, é usada pelo Hemoce desde 2019.Thiago Gadelha

Uma nova configuração de sangue raro foi identificada no Ceará, em 2019, a partir de uma pesquisa realizada pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce). O órgão utilizou um novo método, conhecido como genotipagem, que avalia o material genético de amostras de sangue de doadores voluntários. O Hemoce aguarda a conclusão das análises para comunicar à pessoa identificada, que é doadora cadastrada no banco de dados da instituição. 

Atualmente, o Estado conta com, pelo menos, 115 doadores especiais identificados e cadastrados. A nova tecnologia de identificação vem sendo usada pelo Centro desde o fim de 2019. Além da nova descoberta, o método já categorizou outro caso de classificações sanguíneas raras no estado desde o início da utilização. 

Identificação

Para ser considerado sangue raro no Brasil, uma configuração sanguínea deve aparecer na proporção de um caso para mil pessoas. A grande importância de se identificar pessoas de sangue raro é que elas são potenciais doadoras para outras pessoas que não podem receber sangue de tipos mais comuns.

“Contribui para que mais pacientes sejam atendidos. Se eu tenho um paciente que necessita de um tipo de sangue raro e eu não tenho um doador compatível, essa pessoa não vai poder realizar cirurgia, não vai poder receber sangue, ou algum tratamento médico”, explica Denise Brunetta, hematologista e coordenadora do laboratório de imunohematologia do Hemoce,.  

O Banco de Doadores Raros do Hemoce é um dos maiores do Brasil e conta, desde a sua criação, em 2014, com 115 voluntários especiais em todo o território cearense, dois descobertos após o uso da tecnologia de genotipagem. Graças ao serviço, o Hemoce já enviou 15 bolsas de sangue raro para outros estados brasileiros e uma para Colômbia. Todas as unidades do órgão possuem bolsas de sangue raro em estoque.

Sangue raro

Para ser definido como raro, um grupo sanguíneo deve aparecer com baixa frequência em uma população – e esse número varia de acordo com o país. No Brasil, um doador é considerado especial quando a classificação sanguínea aparece a cada mil habitantes. Existem, atualmente, mais de 300 tipos de sangue que podem ser classificados como especiais.

A procura por doadores raros é um processo diário. Além da nova técnica da genotipagem, o Hemoce utiliza outras duas avaliações para sondar doadores especiais, uma a partir da análise de anticorpos e outra com hemácias, conhecido como fenotipagem eritrocitária. Existe um perfil com maior probabilidade de apresentar a configuração especial no sangue. “A gente seleciona o voluntário que tenha doado pelo menos duas vezes no ano. Avaliamos aqueles que já sabemos que tem fenótipo raro ou algum doador do grupo de sangue O”, completa.

O Centro analisa as amostras recebidas diariamente em busca de características especiais. Após a identificação, o doador é informado sobre algumas peculiaridades da nova modalidade de doação: o voluntário especial tem uma frequência de doação menor do que voluntários comuns. “Como é preciso esperar entre uma doação e outra, corre o risco do doador raro já ter doado para uma pessoa que não precisa daquele tipo de sangue e diminuir a oferta do material. Eles são convocados a doar somente quando um paciente necessita de doação especial”, elucida Denise.

Por Redação, metro@svm.com.br 15:27 / 17 de Fevereiro de 2020

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