Archive for 23 de julho de 2020

TSE decide que eleições não terão identificação biométrica

Presidente do Tribunal Superior leitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso. Foto-Arquivo web

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seguirá recomendação apresentada na noite desta terça-feira (14) pelos infectologistas que prestam consultoria sanitária para as eleições municipais, e vai excluir a necessidade de identificação biométrica no dia da votação.

A decisão foi tomada pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, após ouvir os médicos David Uip, do Hospital Sírio Libanês, Marília Santini, da Fundação Fiocruz, e Luís Fernando Aranha Camargo, do Hospital Albert Einstein, que integram o grupo que presta a consultoria.

Técnicos do tribunal também participaram da primeira reunião da consultoria sanitária, que é prestada de forma gratuita e pretende estabelecer um protocolo de segurança, que deverá ser replicado em todas as seções eleitorais do Brasil.

Para decidir excluir a biometria, médicos e técnicos consideraram dois fatores: a identificação pela digital pode aumentar as possibilidades de infecção, já que o leitor não pode ser higienizado com frequência; e aumenta as aglomerações, uma vez que a votação com biometria é mais demorada do que a votação com assinatura no caderno de votações. Muitos eleitores têm dificuldade com a leitura das digitais, o que aumenta o risco de formar filas.

A questão deverá ser incluída nas resoluções das Eleições 2020 e levada a referendo do plenário do TSE após o recesso do Judiciário.

Ficou definido também na reunião que a cartilha de recomendação sanitária para o dia da eleição levará em conta cuidados para: eleitores (com regras diferenciadas para os que têm necessidades especiais); mesários; fiscais de partido; higienização do espaço físico das seções; policiais militares e agentes de segurança; movimentação interna de servidores e colaboradores no TSE e Tribunais Regionais Eleitorais (TREs); populações indígenas/locais de difícil acesso; e população carcerária.

O grupo deve se reunir semanalmente para definir as regras e a cartilha de cuidados.

Durante a reunião, os três médicos afirmaram ter a avaliação de que, em novembro – quando ocorrerá a eleição – a situação da pandemia estará em condição bastante inferior à registrada atualmente.

O objetivo do grupo será “proporcionar o mais alto grau de segurança possível para os eleitores, mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral” por conta da pandemia da Covid-19.

O trabalho consistirá na avaliação de todos os riscos à saúde pública durante a votação, além do desenvolvimento e divulgação dos procedimentos e protocolos sanitários e ambientais a serem adotados.

O adiamento das eleições de outubro para novembro, aprovado pelo Congresso, foi defendido pelo TSE para atender as recomendações médicas e sanitárias de que postergar o pleito por algumas semanas seria mais seguro para eleitores e mesários. Conforme a emenda constitucional, o primeiro turno será no dia 15 de novembro, e o segundo turno no dia 29 de novembro.

Texto do Tribunal Superior Eleitoral

Com informações da Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TRE-CE

Visitas virtuais aproximam famílias e pacientes com covid

Visitas virtuais nas unidades da rede pública da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).Foto-Divulgação

Devido à suspensão das visitas como medida de prevenção à Covid-19, pacientes do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, e do Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, passaram a conversar com familiares e amigos por meio de videochamadas. Com o uso de tablets e a ajuda de profissionais dos hospitais, os pacientes recebem visitas virtuais nas unidades da rede pública da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), do Governo do Estado, administrados pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH). A iniciativa traz alívio e conforto sobretudo para pessoas diagnosticadas com coronavírus.

Durante o período em que esteve internado no Hospital de Campanha do HRSC, o vigilante Francisco Romério Almeida dos Santos, 48, pôde ver a família e amenizar a saudade. “O sentimento foi de gratidão. Foi muito bom falar com a minha família. Quando estamos longe das pessoas que a gente ama, ficamos preocupados, querendo saber notícias se todos estão bem. Ter visto meus filhos e minha esposa bem me deixou mais tranquilo”, conta o morador de Quixadá, que recebeu alta na última sexta-feira (17).

Enquanto esperava a pronta recuperação para voltar para casa, a aposentada Liberina Romualdo de Barros, 78, internada no Hospital de Campanha do HRN, conversava com a filha, Olívia Romualdo de Barros, 55. “Estou com saudades, mas, só de saber que ela está bem e ela poder ver que eu estou me recuperando, é muito bom”, garante a paciente. Olívia também reforça a importância das visitas . “É muito importante falar com a minha mãe. Nesse momento, não podemos visitar, mas conseguimos ver pelo vídeo”, destaca. A paciente recebeu alta na quinta-feira (16).

Equipe multiprofissional

As visitas virtuais envolvem diversos profissionais. O projeto no HRSC conta com a participação do Núcleo de Gestão e Segurança do Paciente (Nugesp), equipe de Enfermagem, Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) e Manutenção. Já no HRN, as visitas virtuais são organizadas pelo serviço de Psicologia em parceria com Serviço Social, ouvidoria e Núcleo de Atendimento ao Cliente (NAC) e apoio do NTI e manutenção.

A coordenadora de Psicologia do HRN, Raiza Ribeiro, explica que a tecnologia facilita a comunicação e reduz a ansiedade das famílias. “O uso dessas tecnologias faz com que o familiar que está em casa consiga visualizar o paciente como um todo, identificando como ele reage fisicamente à comunicação, observando o espaço em que ele está inserido, a equipe que está cuidando dele. Isso traz uma segurança maior tanto para o familiar que está em casa, quanto para o paciente que está internado”, ressalta.

Segundo a psicóloga, a iniciativa ajuda pacientes e familiares a lidar com o processo de hospitalização. “Essa forma de interação favorece o vínculo entre as pessoas, tanto entre a família e o paciente, quanto com a equipe que está cuidando dele. É uma forma de que essa família possa lidar com a ansiedade envolvida no processo de hospitalização, tendo em vista que consegue visualizar melhor toda a situação do paciente”, completa.

O projeto reforça, ainda, o objetivo das unidades de inserir o usuário no centro do cuidado. “Uma das dificuldades que tem impactado fortemente no dia a dia das unidades hospitalares é o contato entre familiares e pacientes no contexto de uma pandemia, em que você tem restrição tanto da permanência de acompanhantes, como também a realização das visitas. A videochamada oportuniza a humanização nesse contexto tão difícil que nós temos vivido. Esse trabalho tem contribuindo positivamente para o bem-estar dos nossos pacientes”, destaca o diretor de gestão e atendimento do HRSC, Elisfabio Duarte.

Com informações da Assessoria de Comunicação do HRN

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