Archive for 10 de agosto de 2020

Brasil tem 147,9 milhões de eleitores para as Eleições 2020

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Roberto Barroso. Foto-Divulgação

Dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 147.918.483 eleitores brasileiros estão aptos a votar nas Eleições 2020. 

Esses eleitores vão eleger novos prefeitos e vereadores em 5.569 municípios espalhados pelo país no pleito marcado para o dia 15 de novembro. Apenas o Distrito Federal e Fernando de Noronha não participam das eleições municipais. Os eleitores brasileiros que estão registrados para votar no exterior também não participam desse pleito, uma vez que o voto em trânsito só ocorre nas eleições gerais.

O número oficial de eleitores foi anunciado na manhã desta quarta-feira (5) pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, durante entrevista coletiva. O Repositório de Dados Eleitorais (RDE) bem como a página com as estatísticas do eleitorado ficarão disponíveis com a atualização na próxima sexta-feira (7).

Evolução do eleitorado

Os números mostram que houve uma evolução de 2,66% do eleitorado em relação às últimas eleições municipais (2016), quando 144.088.912 pessoas estavam aptas a exercer o direito de escolher seus representantes políticos.

A Unidade da Federação que teve o maior aumento do eleitorado foi o Amazonas, que passou de 2.320.326 eleitores para 2.503.269, representando uma evolução de 7,88%. O único estado que apresentou redução no número de eleitores foi o Tocantins, que caiu 0,17% (em 2016 eram 1.037.063 e em 2020 serão 1.035.289).

Estado com a maior população do país, São Paulo continua a ser o maior colégio eleitoral brasileiro, com 33.565.294 eleitores. Houve um aumento de 2,69% do eleitorado paulista. Proporcionalmente, a capital de São Paulo representa também o maior município em número de eleitores, com 8.986.687 no total.

Já o município com o menor eleitorado é Araguainha (MT), com 1.001 eleitores. Essa cidade também foi o menor colégio eleitoral de 2016, perdendo o posto em 2018 para Serra da Saudade (MG). Agora, em 2020, volta a ser o menor. Outra curiosidade é que o município de Boa Esperança do Norte, também em Mato Grosso, realizará eleições para escolher prefeitos e vereadores pela primeira vez.

Gênero e nome social

A maioria do eleitorado é formada por mulheres, que representam 52,49% do total, somando 77.649.569. Os homens somam 70.228.457 eleitores, sendo 47,48% do total. De acordo com o ministro Barroso, esse dado justifica as ações adotadas tanto pelo Congresso Nacional como pelo TSE e pelo Supremo Tribunal Federal no sentido de garantir o aumento do número de mulheres na política. Diversas ações foram adotadas nos últimos anos para garantir cotas de gênero para alcançar pelo menos 30% de candidaturas femininas, a fim de equilibrar o número de eleitoras ao número de representantes femininas em cargos eletivos.

Outros 40.457 eleitores não informaram o gênero ao qual se identificam, representando 0,03% do eleitorado brasileiro. Desde 2018 a Justiça Eleitoral passou a permitir o uso do nome social no título de eleitor e, nestas eleições, 9.985 pessoas utilizarão esse direito no documento.

Voto obrigatório e voto facultativo

Existem 133.377.663 eleitores com voto obrigatório e outros 14.538.651 cujo voto é facultativo. Entre os eleitores com voto obrigatório, a maior parte está na faixa etária de 35 a 59 anos, sendo 67.011.670 no total. Já os eleitores jovens, na faixa etária de 18 a 24 anos, somam 19.040.756 cidadãos.

O eleitorado com voto facultativo apresenta uma curiosidade: existem 65.589 idosos com mais de 100 anos que estão com as obrigações eleitorais em dia e poderão ir às urnas.

Ainda sobre esses eleitores que não são obrigados a votar, mas fazem questão de exercer a cidadania por meio do voto, estão 1.030.563 jovens entre 16 e 17 anos; 8.784.004 idosos entre 70 a 79 anos; e 4.658.495 idosos de 80 a 99 anos.

Grau de instrução

A maior parte do eleitorado brasileiro informou ter o ensino médio completo, sendo 37.681.635 (25,47%) nesta condição. Em seguida, outros 35.771.791 eleitores (24,18%) disseram ter o ensino fundamental incompleto. Outros 22.900.434 (15,48%) possuem o ensino médio também incompleto. Apenas 10,68% do eleitorado brasileiro, ou seja, 15.800.520 concluíram a graduação superior.

Eleitores com deficiência

Enquanto em 2016 os eleitores com deficiência eram 598.314, neste ano, 1.158.234 declararam necessitar de algum tipo de atendimento especial. Houve, portanto, uma evolução de 93,58% de eleitores com deficiência que pretendem votar este ano. Importante destacar que os dados consideram a declaração do cidadão no momento em que se registrou como eleitor, ou seja, não significa que houve um aumento de pessoas com deficiência.

Biometria

Diante das medidas sanitárias adotadas a partir da pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19), a Justiça Eleitoral decidiu excluir o uso da biometria como meio de identificação nas eleições deste ano. No entanto, os dados mostram um avanço significativo na coleta dos dados nos últimos quatro anos. Enquanto, em 2016, 46.305.957 pessoas foram identificadas a partir das impressões digitais, em 2018, esse número saltou para 87.363.098 e, em 2020, já soma 117.594.975. Esse avanço significa que 79,50% dos eleitores brasileiros já estão identificados pela biometria. 

O ministro também informou outros dados durante a entrevista coletiva, como o número de partidos, que atualmente são 33 devidamente registrados no TSE, e o número de zonas eleitorais em todo o país, que chega a 2.645. Ao todo, existem 473.527 urnas em condição de uso para as eleições deste ano.

Confira os dados:

Veja os dados gerais do eleitorado em 2020.

Veja os números de eleitores aptos por município em 2020.

Com informações da Assessoria de Comunicação do TSE

Mestrado e doutorado em Engenharia Agrícola na UFC

Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza. Foto-Arquivo

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PPGEA) da Universidade Federal do Ceará abriu edital de seleção para os cursos de mestrado e doutorado, com sete vagas no total. Candidatos podem se inscrever até 19 de agosto, por meio de formulário eletrônico, no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA).

Ao todo, são três vagas para mestrado, nas linhas de pesquisa Ambiência Agrícola, Salinidade e Drenagem e Hidrologia e Hidrossedimentologia; e quatro vagas para doutorado, distribuídas nas linhas de pesquisa Ambiência Agrícola e Hidrologia e Hidrossedimentologia.

Podem participar os candidatos com diploma de graduação ou concludentes em 2020.1 (no caso da seleção de mestrado) e os candidatos diplomados ou concludentes de curso de mestrado (para a seleção de doutorado).

Em caso de dúvida, o candidato pode enviar e-mail para ppgeaufc@hotmail.com. Outras informações e detalhes de inscrição estão disponíveis no site do PPGEA e no Edital nº 3/2020.

Fonte: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da UFC – e-mail: ppgeaufc@hotmail.com (Portal da UFC)

Grupos de teatro investem em espetáculos virtuais

O grupo Avia ensaia espetáculo que estreia ainda em agosto. FotoHelenita Matos


Vida é uma travessia, na qual passamos por dificuldades, encontramos algumas felicidades e selecionamos caminhos a trilhar. Essa é a mensagem transmitida em “A Flauta Mágica”, último espetáculo apresentado pelo Grupo Mirante de Teatro da Universidade de Fortaleza antes do período de isolamento social, e que também reflete os desafios atuais.

Em um período tão delicado, grupos de teatro cearenses escolhem seguir o percurso que mais importa nesse momento: manter a arte pulsando, independentemente dos formatos. Na tentativa de se reinventar, eles apostam em peças virtuais, uso de filtros digitais e novas abordagens dramatúrgicas para atender a um público fiel, porém exigente: o infantil.

Um dos mais tradicionais da cidade, o Grupo Mirante de Teatro deu início às suas atividades a distância logo no dia seguinte ao pronunciamento das medidas de distanciamento, ainda em março. O coletivo percebeu que, para acessar as crianças nestes novos termos, o uso das plataformas digitais seria essencial no processo de contato com a família, que “é quem detém a mídia social”, como afirma a diretora Hertenha Glauce.

Foi, então, por meio do Youtube que a Mostra Repertório se fez presente, buscando resgatar a experiência do teatro convencional com a exibição de espetáculos anteriores, como “Pequena Sereia” e “As aventuras de Dom Quixote”. “Vimos o que já tínhamos de material gravado e começamos a veicular, a cada sábado de julho, um espetáculo diferente. Fizemos nesse formato para criar uma repercussão, para que as pessoas preparassem sua pipoca e sentassem em frente à TV”, explica.

A decisão de manter-se ativo vem do desejo de estar não só com o público, impossibilitado de consumir produtos culturais presencialmente, mas também enquanto grupo. Para isso, o Mirante de Teatro também tem ensaiado uma nova peça, “Peter Pan”, com estreia prevista para janeiro do próximo ano.

Adaptação

Capturar a atenção estrita de uma criança não é tarefa fácil, ainda mais quando todas as interações feitas com o mundo de fora são mediadas por uma tela. Com o intuito de descobrir um fazer teatral que continuasse atrativo para os pequenos, o Grupo Pavilhão da Magnólia decidiu investigar a fundo os meios disponíveis.

As experiências se deram principalmente por meio de transmissões ao vivo no Instagram. Já os elementos lúdicos, fontes de aprendizagem e desenvolvimento, foram transpostos através de filtros digitais.

Nas apresentações, os seis integrantes do coletivo se revezam na tela, criando uma nova dinâmica para “Chapeuzinho Vermelho”, adaptação conjunta com a Companhia Prisma de Artes, e “Ogroleto”, espetáculo apresentado desde 2015 pelo grupo. Localizada no universo escolar, a peça “Napoleão” também foi repensada para o virtual, com a plataforma Zoom. De forma a gerar reconhecimento nas crianças e nos familiares, os personagens compartilham as experiências das aulas online.

Entretanto, para Nelson Albuquerque, ator e diretor da companhia, a grande diferença é o retorno e a necessidade da mediação. “É tudo muito frio. Temos o mesmo frio na barriga de fazer ao vivo, toda essa tensão efêmera que o teatro proporciona, mas não temos o olhinho ali na plateia, essa reação imediata do palco”.

Além de adaptar texto e atuação para a nova linguagem, os atores precisam ainda desempenhar funções técnicas, como operação de luz e som, escolhas de figurinos e montagem de cenários. “Essa é a maneira da gente continuar trabalhando, continuar existindo neste momento de crise. A partir do momento que pudermos escolher isso como uma possibilidade de entretenimento, como uma ferramenta de educação e cultura, teremos um olhar mais tranquilo e não emergencial”, completa.

Acesso

O sentimento é compartilhado por Neide Oliveira, atriz e diretora do Grupo Avia de Teatro. Diante da necessidade, o coletivo tem descoberto novas habilidades com a tecnologia. “Estamos aprendendo coisas de cinema, inclusive. São áreas parecidas, mas também bem distintas. No cinema, você não tem exagero de expressões. Já no teatro, é característico. Então, os atores têm que se adaptar e se conter um pouco”, conta.

Com o espetáculo “Aurora”, cuja adaptação estreia ainda neste mês de agosto no You Tube, os artistas têm aprendido com a sabedoria da própria protagonista que, nascida do encontro do Sol com a Lua, leva luz por todos os cantos e ensina a enxergar o lado bom das coisas.

“A parte boa é que, indo para o virtual, vamos aumentar a gama de acessibilidade, o que é sempre muito difícil em grupos pequenos”, aponta.

Escrito por Redação, 00:00 / 08 de Agosto de 2020. Atualizado às 08:53 / 10 de Agosto de 2020 (Diário do Nordeste)

Escritor cearense Sidney Rocha é reconhecido em Portugal

Cearense foi homenageado na XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (2019).Foto- Anny Stone

Jornada de Sidney Rocha é homenageada pelo Prêmio Literário Guerra Junqueiro. Concedido pelo Freixo Festival Internacional de Literatura (FFIL), a iniciativa é fronte de defesa da língua portuguesa. A honraria em terras lusitanas ilumina o conjunto da obra e reverencia autores e autoras oriundas de países onde o português é a língua oficial. Ao lado do escritor cearense estão Raul Calane da Silva (Moçambique), Lopito Feijóo (Angola), Tony Tcheka (Guiné-Bissau), Jorge Carlos Fonseca (Cabo Verde), Olinda Beja (São Tomé e Príncipe) e Ana Luísa Amaral (Portugal).

O feito tão expressivo resgata uma caminhada com mais de quatro décadas de dedicação à literatura. Nascido em Juazeiro do Norte, Sidney tinha coisa de oito anos quando concebeu a primeira obra. A feitura de um cordel despertou o entendimento da literatura enquanto ofício. Anos depois, decidiu por viver em Recife. Àquela altura, a capital pernambucana era solo fértil nos campos político e cultural.

Contista, romancista, editor, roteirista. Trabalhos traduzidos para o inglês, alemão e espanhol. Entre os títulos lançados constam Sofia (1994, Prêmio Osman Lins) e duas trilogias. Uma de contos, constituída por “Matriuska” (2009), “O destino das metáforas” (2011, Prêmio Jabuti de Literatura) e “Guerra de ninguém” (2015).

No território do romance, consta a trilogia que já soma mais de 15 anos de esforços. São “Fernanflor” (2016), “A estética da indiferença” (2018) e a conclusão, ainda sem título definido, que está nas mãos do editor, Samuel Leon, da Iluminuras. Sidney editou mais de 300 títulos, incluindo a iniciativa que é considerada um dos maiores projetos do Ministério da Educação (MEC): a coleção Educadores.

O acervo foi distribuído para mais de 170 mil escolas públicas da educação básica. O legado dos principais educadores brasileiros chegou a cinco mil bibliotecas públicas municipais, além de universidades e movimentos de defesa da educação. Aqui, adentramos uma das grandes causas do cearense, a defesa da educação. Sidney mantém cursos de leitura e escrita criativas nas escolas estaduais como parte de sua militância cultural.

Que momento?

O contato com a lida de Sidney descortinou a jornada de um autor mergulhado no embate contra as muitas injustiças desse Brasil. O Prêmio Literário Guerra Junqueiro é de suma importância. Entretanto, o momento é grave. São mais de cem mil brasileiros mortos. “É o momento de um reconhecimento não de minha trajetória, dos meus romances, de uma trajetória pessoal, mas coletiva”, defende.

O embasamento da luta mantida pelo cearense permite outras percepções acerca da premiação. “É o reconhecimento de que esse país chamado Nordeste ou Ceará ou Pernambuco é um lugar importante para novas construções da língua portuguesa. Um Sertão-todo-lugar silenciado por outros brasis cujas elites cultivam secularmente as desigualdades sociais, mas que pode, pela força de nossas subjetividades, dos esquecidos troncos linguísticos, indígenas, se reconhecer numa língua viva”.

Uma velha urgência também é iluminada por conta da premiação. Sidney escancara a lusofobia que ainda atrasa o Brasil. “Ele vem no momento onde é necessário repudiar os preconceitos, os exageros do nacionalismo, o extermínio de outras línguas, como as dos povos indígenas, sem língua e sem pátria, que estão sendo dizimados agora mesmo. É com esses mundos e desmundos que minha vida & literatura e ficção se relacionam, portanto. Este é o meu momento”, diz.

O comprometimento do entrevistado com a educação nos entrega reflexões pertinentes. Andando pelo Brasil, falando de literatura, dando aulas em escolas públicas e nos cursos de leitura criativa, Sidney testemunha o quanto é preciso combater um tipo de idealização em relação à literatura. “É preciso desfazer certa ideia romântica de que a simples ideia de contar histórias torna alguém um escritor ou uma escritora. Não caia nessa. Os meios e a tecnologia vulgarizaram essa tolice, não? Fizeram estabelecer a fake-idea de que para se ser escritor ou escritora basta contar histórias. Ora, qualquer presidente da República pode contar uma história, mas isso não o torna um escritor”.

Requer muito mais, salienta. “Escrever um romance de verdade não é uma conquista ‘democrática’, nada tem a ver com fazer justiça com os meios e os povos. Escrever é resultado de vivência, de fracassos, premeditados e não, de intenção concentrada”, reflete o juazeirense.

Devoção

Sidney costuma observar que sua religião é a literatura. Mas, a Igreja é a escola pública. Pergunto sobre mercado editorial e educação. Gentilmente, o autor detalha que é a escola quem vai mudar a cara do Brasil. “Embora minha literatura não tenha filiações, esse velho militante continuará lutando pela escola pública, pelo ensino gratuito, pelo direito à leitura literária. Se algum dia me prenderem de novo, me tirarão da escola, não do trono de um apartamento, vendo série de Netflix”, arremata.

Além da conclusão da trilogia, outros trabalhos protagonizados pelo cearense devem ser concretizados em breve. Uma tradução de “Fernanflor” deve sair na Colômbia e um livro de contos será traduzido para o inglês por volta de outubro.

Uma robusta História em Quadrinhos (na conta das 300 páginas) está em produção junto com a parceria de Greg Vieira. Uma adaptação da novela gráfica para os cinemas pode ser outra área de ação. A trajetória entre diferentes mídias ou plataformas é uma marca.

“Meus romances não são livros, são linguagem. Livros devem interessar aos livreiros. Escritores e escritores precisam se entender com a linguagem e não importa se escrevemos com a caneta, o teclado ou a luz. E como nem tudo precisa se transformar num livro, ou alteramos essa ideia antiga de “livro” sob risco de não ampliarmos esse conhecimento. E a literatura há tempo que não é essa linguagem tão normativa. O reino do escritor não é sequer a língua, essa sim, normativa, mas a linguagem. Nela, cabe tudo”.

Uma premiação no estrangeiro aproximou-me da história desse cearense. Seus livros e a intermitente coragem por justiça falam alto. Sidney Rocha fala com carinho de Juazeiro do Norte e do apoio da Secretaria de Cultura do município nesse precioso e consciente momento. “Esse Prêmio me dá a sensação de estar voltando para casa”, finaliza.

/Escrito por Antônio Laudenirlaudenir.oliveira@svm.com.br 00:00 / 10 de Agosto de 2020.  (Diário do Nordeste)

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