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Chuva de meteoros Perseidas poderá ser vista no Ceará

ll A chuva de meteoros Perseidas acontece anualmente entre julho e agosto.Foto:Darrin Zammit Lupi/Reuters

Quem estiver no Ceará entre os dias 11 e 13 de agosto terá a chance de observar a chuva de meteoros Perseidas, um dos maiores fenômenos astronômicos registrados no ano, que permite observar até 100 pontos luminosos por hora. Pela proximidade com a linha do Equador, o estado terá visão privilegiada da chuva em relação a outras regiões do país. Os fragmentos de cometa começam a ficar visíveis a partir de 1h da madrugada desta terça-feira (11).

A Perseidas é um fenômeno comum e acontece todos os anos, a partir de julho, com o pico de intensidade atingido no meio do mês de agosto. A vantagem da visibilidade no Ceará está na ‘origem’ da chuva de meteoros no céu, explica o professor de matemática e especialista em ensino de Astronomia, tenente Romário Fernandes, do Corpo de Bombeiros.

“O nome Perseidas vem da constelação Perseus, ponto de onde parece irradiar essa chuva. Ela é melhor observada no hemisfério norte. Quanto mais próximo da linha do Equador, melhor. Em relação ao restante do país, o Ceará está em posição privilegiada”, avalia.

Visíveis a olho nu

É possível acompanhar toda a passagem sem a necessidade de equipamentos profissionais. Porém é preciso saber para onde direcionar a atenção. “A dica é olhar entre o norte e o leste livre, não muito acima do horizonte, a partir da meia-noite. Não dá para saber onde os pontos luminosos vão aparecer, então, o ideal é escolher locais livres, distante de árvores e prédios”, indica Romário.

Por Cindy Damasceno, G1 CE – 10/08/2020 12h48 


Anvisa autoriza aplicação da segunda dose da vacina de Oxford contra o coronavírus em voluntários

Vacina de Oxford é uma das promessas de imunização ao vírus (Foto: Prefeitura de Fortaleza)

Nesta segunda-feira, 10, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a segunda fase da vacina contra o novo coronavírus que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. Com isso, os voluntários brasileiros que já receberam a primeira dose, poderão tomar a segunda respeitando um intervalo entre 4 e 6 semanas. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a Anvisa, a expectativa é que, com a aplicação da segunda dose, novas informações sejam acrescentadas nos estudos. Além disso, a idade máxima dos voluntários foi ampliada de 55 para 69. A idade mínima continua sendo de 18 anos. 

De acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que atua com a Universidade de Oxford na realização dos estudos da vacina contra a covid-19 no Brasil, a ampliação é um “degrau a mais no avanço da vacina”.

Fase 3


Atualmente, os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19, que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, estão na fase 3, que é a última antes da obtenção do registro sanitário, necessário para que haja a distribuição da vacina. Nessa fase, o objetivo é testar a eficácia do imunizante.

A vacina não provocou efeitos colaterais graves e desenvolveu respostas imunes a anticorpos e células T, de acordo com o estudo publicado na revista médica The Lancet. Os resultados referem-se às fases 1 e 2 de testes. A terceira etapa está sendo testada em 50 mil pessoas, incluindo 5 mil brasileiros.

“Esperamos que isso signifique que o sistema imunológico se lembre do vírus, para que nossa vacina proteja as pessoas por um período prolongado”, disse o principal autor do estudo, Andrew Pollard, da Universidade de Oxford. “No entanto, precisamos de mais pesquisas antes de confirmarmos que a vacina protege efetivamente contra a infecção por SARS-CoV-2 e por quanto tempo dura a proteção”, explicou.

No último dia 20 de julho, a instituição informou que a vacina é segura e produz resposta imune em ensaios clínicos iniciais em voluntários saudáveis.

O Povo Online / Por JORNAL DO COMMERCIO 15:45 | 10/08/2020

Brasil tem 147,9 milhões de eleitores para as Eleições 2020

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Roberto Barroso. Foto-Divulgação

Dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 147.918.483 eleitores brasileiros estão aptos a votar nas Eleições 2020. 

Esses eleitores vão eleger novos prefeitos e vereadores em 5.569 municípios espalhados pelo país no pleito marcado para o dia 15 de novembro. Apenas o Distrito Federal e Fernando de Noronha não participam das eleições municipais. Os eleitores brasileiros que estão registrados para votar no exterior também não participam desse pleito, uma vez que o voto em trânsito só ocorre nas eleições gerais.

O número oficial de eleitores foi anunciado na manhã desta quarta-feira (5) pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, durante entrevista coletiva. O Repositório de Dados Eleitorais (RDE) bem como a página com as estatísticas do eleitorado ficarão disponíveis com a atualização na próxima sexta-feira (7).

Evolução do eleitorado

Os números mostram que houve uma evolução de 2,66% do eleitorado em relação às últimas eleições municipais (2016), quando 144.088.912 pessoas estavam aptas a exercer o direito de escolher seus representantes políticos.

A Unidade da Federação que teve o maior aumento do eleitorado foi o Amazonas, que passou de 2.320.326 eleitores para 2.503.269, representando uma evolução de 7,88%. O único estado que apresentou redução no número de eleitores foi o Tocantins, que caiu 0,17% (em 2016 eram 1.037.063 e em 2020 serão 1.035.289).

Estado com a maior população do país, São Paulo continua a ser o maior colégio eleitoral brasileiro, com 33.565.294 eleitores. Houve um aumento de 2,69% do eleitorado paulista. Proporcionalmente, a capital de São Paulo representa também o maior município em número de eleitores, com 8.986.687 no total.

Já o município com o menor eleitorado é Araguainha (MT), com 1.001 eleitores. Essa cidade também foi o menor colégio eleitoral de 2016, perdendo o posto em 2018 para Serra da Saudade (MG). Agora, em 2020, volta a ser o menor. Outra curiosidade é que o município de Boa Esperança do Norte, também em Mato Grosso, realizará eleições para escolher prefeitos e vereadores pela primeira vez.

Gênero e nome social

A maioria do eleitorado é formada por mulheres, que representam 52,49% do total, somando 77.649.569. Os homens somam 70.228.457 eleitores, sendo 47,48% do total. De acordo com o ministro Barroso, esse dado justifica as ações adotadas tanto pelo Congresso Nacional como pelo TSE e pelo Supremo Tribunal Federal no sentido de garantir o aumento do número de mulheres na política. Diversas ações foram adotadas nos últimos anos para garantir cotas de gênero para alcançar pelo menos 30% de candidaturas femininas, a fim de equilibrar o número de eleitoras ao número de representantes femininas em cargos eletivos.

Outros 40.457 eleitores não informaram o gênero ao qual se identificam, representando 0,03% do eleitorado brasileiro. Desde 2018 a Justiça Eleitoral passou a permitir o uso do nome social no título de eleitor e, nestas eleições, 9.985 pessoas utilizarão esse direito no documento.

Voto obrigatório e voto facultativo

Existem 133.377.663 eleitores com voto obrigatório e outros 14.538.651 cujo voto é facultativo. Entre os eleitores com voto obrigatório, a maior parte está na faixa etária de 35 a 59 anos, sendo 67.011.670 no total. Já os eleitores jovens, na faixa etária de 18 a 24 anos, somam 19.040.756 cidadãos.

O eleitorado com voto facultativo apresenta uma curiosidade: existem 65.589 idosos com mais de 100 anos que estão com as obrigações eleitorais em dia e poderão ir às urnas.

Ainda sobre esses eleitores que não são obrigados a votar, mas fazem questão de exercer a cidadania por meio do voto, estão 1.030.563 jovens entre 16 e 17 anos; 8.784.004 idosos entre 70 a 79 anos; e 4.658.495 idosos de 80 a 99 anos.

Grau de instrução

A maior parte do eleitorado brasileiro informou ter o ensino médio completo, sendo 37.681.635 (25,47%) nesta condição. Em seguida, outros 35.771.791 eleitores (24,18%) disseram ter o ensino fundamental incompleto. Outros 22.900.434 (15,48%) possuem o ensino médio também incompleto. Apenas 10,68% do eleitorado brasileiro, ou seja, 15.800.520 concluíram a graduação superior.

Eleitores com deficiência

Enquanto em 2016 os eleitores com deficiência eram 598.314, neste ano, 1.158.234 declararam necessitar de algum tipo de atendimento especial. Houve, portanto, uma evolução de 93,58% de eleitores com deficiência que pretendem votar este ano. Importante destacar que os dados consideram a declaração do cidadão no momento em que se registrou como eleitor, ou seja, não significa que houve um aumento de pessoas com deficiência.

Biometria

Diante das medidas sanitárias adotadas a partir da pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19), a Justiça Eleitoral decidiu excluir o uso da biometria como meio de identificação nas eleições deste ano. No entanto, os dados mostram um avanço significativo na coleta dos dados nos últimos quatro anos. Enquanto, em 2016, 46.305.957 pessoas foram identificadas a partir das impressões digitais, em 2018, esse número saltou para 87.363.098 e, em 2020, já soma 117.594.975. Esse avanço significa que 79,50% dos eleitores brasileiros já estão identificados pela biometria. 

O ministro também informou outros dados durante a entrevista coletiva, como o número de partidos, que atualmente são 33 devidamente registrados no TSE, e o número de zonas eleitorais em todo o país, que chega a 2.645. Ao todo, existem 473.527 urnas em condição de uso para as eleições deste ano.

Confira os dados:

Veja os dados gerais do eleitorado em 2020.

Veja os números de eleitores aptos por município em 2020.

Com informações da Assessoria de Comunicação do TSE

Mestrado e doutorado em Engenharia Agrícola na UFC

Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza. Foto-Arquivo

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola (PPGEA) da Universidade Federal do Ceará abriu edital de seleção para os cursos de mestrado e doutorado, com sete vagas no total. Candidatos podem se inscrever até 19 de agosto, por meio de formulário eletrônico, no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA).

Ao todo, são três vagas para mestrado, nas linhas de pesquisa Ambiência Agrícola, Salinidade e Drenagem e Hidrologia e Hidrossedimentologia; e quatro vagas para doutorado, distribuídas nas linhas de pesquisa Ambiência Agrícola e Hidrologia e Hidrossedimentologia.

Podem participar os candidatos com diploma de graduação ou concludentes em 2020.1 (no caso da seleção de mestrado) e os candidatos diplomados ou concludentes de curso de mestrado (para a seleção de doutorado).

Em caso de dúvida, o candidato pode enviar e-mail para ppgeaufc@hotmail.com. Outras informações e detalhes de inscrição estão disponíveis no site do PPGEA e no Edital nº 3/2020.

Fonte: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da UFC – e-mail: ppgeaufc@hotmail.com (Portal da UFC)

Grupos de teatro investem em espetáculos virtuais

O grupo Avia ensaia espetáculo que estreia ainda em agosto. FotoHelenita Matos


Vida é uma travessia, na qual passamos por dificuldades, encontramos algumas felicidades e selecionamos caminhos a trilhar. Essa é a mensagem transmitida em “A Flauta Mágica”, último espetáculo apresentado pelo Grupo Mirante de Teatro da Universidade de Fortaleza antes do período de isolamento social, e que também reflete os desafios atuais.

Em um período tão delicado, grupos de teatro cearenses escolhem seguir o percurso que mais importa nesse momento: manter a arte pulsando, independentemente dos formatos. Na tentativa de se reinventar, eles apostam em peças virtuais, uso de filtros digitais e novas abordagens dramatúrgicas para atender a um público fiel, porém exigente: o infantil.

Um dos mais tradicionais da cidade, o Grupo Mirante de Teatro deu início às suas atividades a distância logo no dia seguinte ao pronunciamento das medidas de distanciamento, ainda em março. O coletivo percebeu que, para acessar as crianças nestes novos termos, o uso das plataformas digitais seria essencial no processo de contato com a família, que “é quem detém a mídia social”, como afirma a diretora Hertenha Glauce.

Foi, então, por meio do Youtube que a Mostra Repertório se fez presente, buscando resgatar a experiência do teatro convencional com a exibição de espetáculos anteriores, como “Pequena Sereia” e “As aventuras de Dom Quixote”. “Vimos o que já tínhamos de material gravado e começamos a veicular, a cada sábado de julho, um espetáculo diferente. Fizemos nesse formato para criar uma repercussão, para que as pessoas preparassem sua pipoca e sentassem em frente à TV”, explica.

A decisão de manter-se ativo vem do desejo de estar não só com o público, impossibilitado de consumir produtos culturais presencialmente, mas também enquanto grupo. Para isso, o Mirante de Teatro também tem ensaiado uma nova peça, “Peter Pan”, com estreia prevista para janeiro do próximo ano.

Adaptação

Capturar a atenção estrita de uma criança não é tarefa fácil, ainda mais quando todas as interações feitas com o mundo de fora são mediadas por uma tela. Com o intuito de descobrir um fazer teatral que continuasse atrativo para os pequenos, o Grupo Pavilhão da Magnólia decidiu investigar a fundo os meios disponíveis.

As experiências se deram principalmente por meio de transmissões ao vivo no Instagram. Já os elementos lúdicos, fontes de aprendizagem e desenvolvimento, foram transpostos através de filtros digitais.

Nas apresentações, os seis integrantes do coletivo se revezam na tela, criando uma nova dinâmica para “Chapeuzinho Vermelho”, adaptação conjunta com a Companhia Prisma de Artes, e “Ogroleto”, espetáculo apresentado desde 2015 pelo grupo. Localizada no universo escolar, a peça “Napoleão” também foi repensada para o virtual, com a plataforma Zoom. De forma a gerar reconhecimento nas crianças e nos familiares, os personagens compartilham as experiências das aulas online.

Entretanto, para Nelson Albuquerque, ator e diretor da companhia, a grande diferença é o retorno e a necessidade da mediação. “É tudo muito frio. Temos o mesmo frio na barriga de fazer ao vivo, toda essa tensão efêmera que o teatro proporciona, mas não temos o olhinho ali na plateia, essa reação imediata do palco”.

Além de adaptar texto e atuação para a nova linguagem, os atores precisam ainda desempenhar funções técnicas, como operação de luz e som, escolhas de figurinos e montagem de cenários. “Essa é a maneira da gente continuar trabalhando, continuar existindo neste momento de crise. A partir do momento que pudermos escolher isso como uma possibilidade de entretenimento, como uma ferramenta de educação e cultura, teremos um olhar mais tranquilo e não emergencial”, completa.

Acesso

O sentimento é compartilhado por Neide Oliveira, atriz e diretora do Grupo Avia de Teatro. Diante da necessidade, o coletivo tem descoberto novas habilidades com a tecnologia. “Estamos aprendendo coisas de cinema, inclusive. São áreas parecidas, mas também bem distintas. No cinema, você não tem exagero de expressões. Já no teatro, é característico. Então, os atores têm que se adaptar e se conter um pouco”, conta.

Com o espetáculo “Aurora”, cuja adaptação estreia ainda neste mês de agosto no You Tube, os artistas têm aprendido com a sabedoria da própria protagonista que, nascida do encontro do Sol com a Lua, leva luz por todos os cantos e ensina a enxergar o lado bom das coisas.

“A parte boa é que, indo para o virtual, vamos aumentar a gama de acessibilidade, o que é sempre muito difícil em grupos pequenos”, aponta.

Escrito por Redação, 00:00 / 08 de Agosto de 2020. Atualizado às 08:53 / 10 de Agosto de 2020 (Diário do Nordeste)

Escritor cearense Sidney Rocha é reconhecido em Portugal

Cearense foi homenageado na XII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (2019).Foto- Anny Stone

Jornada de Sidney Rocha é homenageada pelo Prêmio Literário Guerra Junqueiro. Concedido pelo Freixo Festival Internacional de Literatura (FFIL), a iniciativa é fronte de defesa da língua portuguesa. A honraria em terras lusitanas ilumina o conjunto da obra e reverencia autores e autoras oriundas de países onde o português é a língua oficial. Ao lado do escritor cearense estão Raul Calane da Silva (Moçambique), Lopito Feijóo (Angola), Tony Tcheka (Guiné-Bissau), Jorge Carlos Fonseca (Cabo Verde), Olinda Beja (São Tomé e Príncipe) e Ana Luísa Amaral (Portugal).

O feito tão expressivo resgata uma caminhada com mais de quatro décadas de dedicação à literatura. Nascido em Juazeiro do Norte, Sidney tinha coisa de oito anos quando concebeu a primeira obra. A feitura de um cordel despertou o entendimento da literatura enquanto ofício. Anos depois, decidiu por viver em Recife. Àquela altura, a capital pernambucana era solo fértil nos campos político e cultural.

Contista, romancista, editor, roteirista. Trabalhos traduzidos para o inglês, alemão e espanhol. Entre os títulos lançados constam Sofia (1994, Prêmio Osman Lins) e duas trilogias. Uma de contos, constituída por “Matriuska” (2009), “O destino das metáforas” (2011, Prêmio Jabuti de Literatura) e “Guerra de ninguém” (2015).

No território do romance, consta a trilogia que já soma mais de 15 anos de esforços. São “Fernanflor” (2016), “A estética da indiferença” (2018) e a conclusão, ainda sem título definido, que está nas mãos do editor, Samuel Leon, da Iluminuras. Sidney editou mais de 300 títulos, incluindo a iniciativa que é considerada um dos maiores projetos do Ministério da Educação (MEC): a coleção Educadores.

O acervo foi distribuído para mais de 170 mil escolas públicas da educação básica. O legado dos principais educadores brasileiros chegou a cinco mil bibliotecas públicas municipais, além de universidades e movimentos de defesa da educação. Aqui, adentramos uma das grandes causas do cearense, a defesa da educação. Sidney mantém cursos de leitura e escrita criativas nas escolas estaduais como parte de sua militância cultural.

Que momento?

O contato com a lida de Sidney descortinou a jornada de um autor mergulhado no embate contra as muitas injustiças desse Brasil. O Prêmio Literário Guerra Junqueiro é de suma importância. Entretanto, o momento é grave. São mais de cem mil brasileiros mortos. “É o momento de um reconhecimento não de minha trajetória, dos meus romances, de uma trajetória pessoal, mas coletiva”, defende.

O embasamento da luta mantida pelo cearense permite outras percepções acerca da premiação. “É o reconhecimento de que esse país chamado Nordeste ou Ceará ou Pernambuco é um lugar importante para novas construções da língua portuguesa. Um Sertão-todo-lugar silenciado por outros brasis cujas elites cultivam secularmente as desigualdades sociais, mas que pode, pela força de nossas subjetividades, dos esquecidos troncos linguísticos, indígenas, se reconhecer numa língua viva”.

Uma velha urgência também é iluminada por conta da premiação. Sidney escancara a lusofobia que ainda atrasa o Brasil. “Ele vem no momento onde é necessário repudiar os preconceitos, os exageros do nacionalismo, o extermínio de outras línguas, como as dos povos indígenas, sem língua e sem pátria, que estão sendo dizimados agora mesmo. É com esses mundos e desmundos que minha vida & literatura e ficção se relacionam, portanto. Este é o meu momento”, diz.

O comprometimento do entrevistado com a educação nos entrega reflexões pertinentes. Andando pelo Brasil, falando de literatura, dando aulas em escolas públicas e nos cursos de leitura criativa, Sidney testemunha o quanto é preciso combater um tipo de idealização em relação à literatura. “É preciso desfazer certa ideia romântica de que a simples ideia de contar histórias torna alguém um escritor ou uma escritora. Não caia nessa. Os meios e a tecnologia vulgarizaram essa tolice, não? Fizeram estabelecer a fake-idea de que para se ser escritor ou escritora basta contar histórias. Ora, qualquer presidente da República pode contar uma história, mas isso não o torna um escritor”.

Requer muito mais, salienta. “Escrever um romance de verdade não é uma conquista ‘democrática’, nada tem a ver com fazer justiça com os meios e os povos. Escrever é resultado de vivência, de fracassos, premeditados e não, de intenção concentrada”, reflete o juazeirense.

Devoção

Sidney costuma observar que sua religião é a literatura. Mas, a Igreja é a escola pública. Pergunto sobre mercado editorial e educação. Gentilmente, o autor detalha que é a escola quem vai mudar a cara do Brasil. “Embora minha literatura não tenha filiações, esse velho militante continuará lutando pela escola pública, pelo ensino gratuito, pelo direito à leitura literária. Se algum dia me prenderem de novo, me tirarão da escola, não do trono de um apartamento, vendo série de Netflix”, arremata.

Além da conclusão da trilogia, outros trabalhos protagonizados pelo cearense devem ser concretizados em breve. Uma tradução de “Fernanflor” deve sair na Colômbia e um livro de contos será traduzido para o inglês por volta de outubro.

Uma robusta História em Quadrinhos (na conta das 300 páginas) está em produção junto com a parceria de Greg Vieira. Uma adaptação da novela gráfica para os cinemas pode ser outra área de ação. A trajetória entre diferentes mídias ou plataformas é uma marca.

“Meus romances não são livros, são linguagem. Livros devem interessar aos livreiros. Escritores e escritores precisam se entender com a linguagem e não importa se escrevemos com a caneta, o teclado ou a luz. E como nem tudo precisa se transformar num livro, ou alteramos essa ideia antiga de “livro” sob risco de não ampliarmos esse conhecimento. E a literatura há tempo que não é essa linguagem tão normativa. O reino do escritor não é sequer a língua, essa sim, normativa, mas a linguagem. Nela, cabe tudo”.

Uma premiação no estrangeiro aproximou-me da história desse cearense. Seus livros e a intermitente coragem por justiça falam alto. Sidney Rocha fala com carinho de Juazeiro do Norte e do apoio da Secretaria de Cultura do município nesse precioso e consciente momento. “Esse Prêmio me dá a sensação de estar voltando para casa”, finaliza.

/Escrito por Antônio Laudenirlaudenir.oliveira@svm.com.br 00:00 / 10 de Agosto de 2020.  (Diário do Nordeste)

SAAE de Sobral completa 59 anos de fundação

Estação de Tratamento de Água (ETA) Sumaré, do SAAE de Sobral. Foto- Arquivo

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) completa, neste sábado (08/08), 59 anos de contribuição ao desenvolvimento de Sobral. Foi criado em 8 de agosto de 1961, através da lei n° 88, sancionada pelo prefeito padre José Palhano de Sabóia. O primeiro presidente foi o engenheiro Carlos Ernesto Sabóia de Albuquerque. O atual presidente é o engenheiro civil Edmundo Rodrigues Júnior. A autarquia municipal é vinculada à Secretaria da Infraestrutura da Prefeitura de Sobral.  

O aniversário do SAAE é uma data que deve ser lembrada como forma de valorizar a importante função exercida pelos colaboradores que atendem com zelo e dedicação, compromisso e responsabilidade, a sede do município, distritos e diversas localidades, com a oferta de água de qualidade, coleta e tratamento de esgoto, garantindo melhoria da qualidade de vida da população sobralense.

Compete ao SAAE estudar, projetar e executar, diretamente ou mediante contrato com organizações especializadas em engenharia sanitária, ou ainda em parceria com outros órgãos estatais, as obras relativas à construção, ampliação ou remodelação dos sistemas públicos de abastecimento de água potável e de esgotos sanitários.

Diretoria

 O SAAE tem como diretor-presidente Edmundo Rodrigues Júnior; diretor administrativo, Erisson Araújo de Morais; e diretor operacional, Davi Sousa Vasconcelos.

Sobral (CE), 07 de agosto de 2020

Assessoria de Comunicação do SAAE Sobral

Cineteatro São Luiz passa a oferecer filmes inéditos

Filmes inéditos e selecionados pela curadoria do cinema do Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), agora podem ser acessados através da plataforma Cinema Virtual. Os filmes mudam todas às quintas-feiras, e para esta primeira semana foram selecionados dez títulos. Entre eles, três de classificação indicativa livre: “Kaleb – O Cão Herói”, “Ultraman R&B – O Filme: O Cristal da União” e “Scooby! O Filme” – este é um dos destaque na programação, uma aventura animada que mostra a história nunca contada das origens de Scooby e sua turma desde os primórdios em busca de desvendar os enigmas mais improváveis. “Scooby! O Filme” estreia nesta quinta (06) e que ficará disponível para acesso por 48 horas.

Dentre os outros títulos selecionados: “Starfish”, “O Prisioneiro”, “A Escolha”, “O Guardião dos Mundos”, “O Garoto do Leito 6”, “Professor” e o premiado “O Pássaro Pintado”. Os ingressos para as sessões variam de R$24,90 a R$49,90, permite acesso simultâneo em até três dispositivos diferentes e pode ser assistido no período de 72 horas.

Para conferir a seleção feita pelo Cineteatro, o usuário pode acessar a página na web cineteatrosaoluiz.com.br/cinemavirtual. Ao clicar em “ingresso”, será direcionado à página do Cinema Virtual e para assistir ao filme basta fazer o cadastro na plataforma, selecionar a obra e indicar o Cineteatro São Luiz como sala que receberá o pagamento do ingresso digital.

Serviço

Seleção de filmes, de 06 a 12 de agosto, disponivel em: cineteatrosaoluiz.com.br/cinemavirtual

Os valores variam de R$24,90 a R$49,90 com acesso simultâneo em até três dispositivos e pode ser assistido no período de 72 horas.

Para assistir o filme, basta o usuário fazer o cadastro na plataforma do Cinema Virtual, selecionar o filme e indicar o Cineteatro São Luiz como sala.

Com informações do Portal da Secult-CE

Cidades cearenses registram temperaturas abaixo dos 15ºC

Cidade turística Guaramiranga. Foto: Diário do Nordeste

Frio no Sertão cearense? A cena pode parecer inusitada, mas é o que tem sido registrada em várias cidades interioranas neste mês de agosto – a exemplo do que já vinha acontecendo em julho. Na madrugada desta sexta-feira (7), a cidade de Barro, no Cariri cearense, registrou 14.6°C, e Tianguá, na Serra da Ibiapaba, na região Norte, 17.4°C.

Essas são as menores mínimas observadas durante essa semana, conforme dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Ainda segundo os órgãos, o pico das temperaturas mínimas ocorre, geralmente, entre 5h e 6h.

Nos dias em que o céu tem poucas nuvens, facilita a ocorrência de temperaturas mais amenas, conforme explica a gerente de Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoto. “Quando há maior nebulosidade, as nuvens, durante a noite, impedem que a radiação se perca, funcionando como uma “tampa”, deixando assim, as temperaturas mínimas mais elevadas”.

Histórico

As temperaturas registradas hoje se aproximam das mais baixas observadas ao longo do mês de julho, no Ceará. Entre os dias 10 e 29 do mês passado, as baixas foram verificadas em Barbalha (14,1°C), Barro (14,2°C), Tianguá (14.7°C ), segundo levantamento da Funceme.

Essa medição decorre de leituras automáticas realizadas em 13 estações meteorológicas do Inmet, no Ceará. O posto de Guaramiranga, por exemplo, está inoperante. Por isso, a cidade que costuma registrar baixas temperaturas nesta época do ano não aparece na lista da Funceme ou Inmet. Entretanto, de acordo com a empresa de meteorologia Climatempo, a cidade de Guaramiranga registrou na madrugada desta sexta-feira (7) mínima de 15°C.

Ainda segundo dados do Climatempo, São Benedito, na Serra da Ibiapaba, registrou mínima de 14°C e Pacoti, no Maciço de Baturité, 17°C. A cidade de Meruoca, próximo a Sobral, observou 16°C.

Inverno

No trimestre de junho a agosto, a temperatura fica amena no Ceará pois é estação do inverno hemisfério Sul, que neste ano ocorre entre 20 de junho a 22 de setembro. “A influência do inverno no Sul é sutil, e o que mais contribui para essa queda de temperatura no Ceará são a altitude (cidades serranas) e os ventos úmidos que sopram do oceano”, observa o meteorologista do Inmet, Heráclio Alves.

Diário do Nordeste /Escrito por Redaçãoregiao@svm.com.br 13:16 / 07 de Agosto de 2020. Atualizado às 13:38 / 07 de Agosto de 2020

Transporte Urbano de Sobral volta a funcionar

Nesta fase da retomada, os ônibus irão circular com 50% da capacidade total .Foto-Divulgação

Os veículos do Transporte Urbano de Sobral (Transsol) voltarão a circular a partir da próxima quarta-feira (12/08). Além da linha Renato Parente/Centro, que já havia sido implantada antes do início da pandemia do novo coronavírus, a Prefeitura põe em operação a linha Sinhá Sabóia/Centro. O serviço funcionará de segunda-feira a sábado, com restrições no horário e na capacidade de transporte de passageiros, de acordo com o plano de reabertura das atividades. O valor da passagem é o mesmo, ou seja, R$ 1 real (passagem única). O usuário também terá a opção de adquirir o cartão mensal por R$ 30 (sem limite de embarque).

Nesta fase da retomada, os ônibus, que só vão poder circular com 50% da capacidade total, contarão com dispenser de álcool em gel (próximo à catraca) para todos os passageiros. Além disso, motoristas e fiscais também estarão utilizando equipamentos de proteção individual.

Para realizar o embarque, os passageiros deverão obrigatoriamente estar utilizando máscara de proteção facial, além de terem a temperatura do corpo verificada pelos fiscais.

De acordo com a Secretaria dos Serviços Públicos (Sesep), para garantir maior proteção dos passageiros, a cada viajem os ônibus serão devidamente higienizados. A secretaria informa ainda que serão distribuídos panfletos, a bordo e nos pontos de ônibus, informando os locais de venda das passagens.

O horário de funcionamento das linhas será das 8h (saindo do bairro) às 11h30 (retornando do Centro) e das 13h (saindo do bairro) às 18h40 (retornando do Centro), com tempo máximo de espera de 20 minutos entre uma viagem e outra.

NOVA LINHA

A linha Sinhá Sabóia/Centro será a novidade para o retorno das atividades do Transsol. A nova linha partirá da Rua 7 (ao lado da Quadra do Triângulo) com ponto de chagada no Centro (ao lado do Mercado Público), passando pela UPA 24 horas e pelo Sobral Shopping.

Com informações do Portal da Prefeitura de Sobral

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