Cine Ceará homenageia a atriz Lilia Cabral

Atriz Lilia Cabral, protagonista do filme “Maria do Caritó”, recebeu o troféu Euselio Oliveira.Foto: JL Rosa

Após uma movimentada noite de abertura na sexta-feira, o Cine Ceará – Festival Ibero-americano prosseguiu com a festejada programação. O sábado (31) começou com o lançamento de “A História do Cinema Para Quem Tem Pressa”, de Celso Sabadin, no Hotel Oásis Atlântico. 

Já o Cinema do Dragão foi palco para a Mostra “Olhar do Ceará”. Celebrando dois anos de programação, foram exibidos os curta-metragens “Espavento”, de Ana Francelino, e “Tremor iê”, de Elena Meirelles e Lívia de Paiva. Após a apresentação, as realizadoras dos filmes se fazem presente em debate sobre as obras para trocas com o público.

Homenagem

Destaque do sábado foi a estreia nacional do longa “Maria do Caritó”, de João Paulo Jabur. Estiveram presentes o diretor, o autor Newton Moreno, responsável pela peça homônima de sucesso; a produtora executiva Elisa Tolomelli e a atriz Lília Cabral. A protagonista do filme subiu ao palco para receber a segunda homenagem do Cine Ceará. 

O troféu Euselio Oliveira foi entregue pelo ator José Loreto. “Quero que o cine Ceará inspire outros estados”, explicou o convidado. Chamada ao palco do Cineteatro São Luiz, a atriz explicou que gostaria de ter feito mais produções deixadas ao cinema. 

Na ocasião, Lilian relembrou o cinema que frequentava na infância. “Foi com o cinema que eu comecei. A minha vida só existiria se eu estivesse naquela tela”, dividiu a artista sobre o sonhos de infância. Citou as memoria afetivas de filmes estrelados por Marcello Mastroianni. Citou os.mestres Fellini, Mazzaropi. Teve de Dercy Gonçalves a desenhos de Walt Disney.

Dona de inúmeros trabalhos na TV e cinema, a artista citou a felicidade de ser lembranda pelo Cine Ceará. “Quando olhamos para trás e vem essas lembranças. Estar aqui e receber essa homenagem nesse cinema deslumbrante,nessa cidade, é algo especial”, destacou.

Cinema é trabalho

Lilia Cabral reforçou a força da produção “Maria do Caritó”. “Estou muito feliz, trazer esse filme de uma autor pernambucano, que começou no teatro e foi para o cinema. Essa pequena caixa de música faz da minha história. O elenco é de amigos”, apontou a paulistana.

A.homenageada ressaltou o poder transformador da cultura. “Os governos passam. A arte permanece”, concluiu a homenageada.

Na mesma noite, o primeiro dos sete longas que concorrem ao troféu Mucuripe foi exibido, “Canção Sem Nome” (Peru), de Melina León, que estreou no Festival de Cannes. 

No domingo, a Mostra Competitiva ibero-americana de longa-metragem prossegue com a exibição de “Ressaca”, de Patrizia Landi e Vincent Rimbaux. Na sequência, o público  pode conferir a estreia do aguardado longa “Notícias do Fim do Mundo”, do cearense Rosemberg Cariry.

Com informações – Diário do Nordeste 01/09/2019

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