Defesa Civil do Ceará lança cartilha sobre tremores de terra

Registro de tremor de terra. Foto – Arquivo

O Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis/UFRN) registrou somente em julho de 2018 cinco tremores de terra no Ceará. De acordo com o laboratório, todos de baixa intensidade com variações de magnitude entre 1,0 e 1,5. O último tremor de terra registrado pela Defesa Civil do Ceará aconteceu na última segunda-feira (27), na cidade de Palhano, Região Jaguaribana do Estado, onde foi registrado tremor de magnitude 2,0.

Com objetivo de proporcionar segurança da população durante terremotos, a Defesa Civil do Ceará preparou uma cartilha com orientações diretas para deixar o cearense ciente do que fazer em eventuais tremores de terra. Segundo o coordenador de Sismologia da Defesa Civil do Ceará, Francisco Brandão, não há como prever tremores de terra, mas é importante saber como agir em momentos de terremoto.

“Vamos ao local onde a terra tremeu e vamos nas escolas, nas comunidades para saber o que a população sentiu no momento do tremor de terra. Vamos com o objetivo de responder as perguntas dessas pessoas e de que maneira elas foram prejudicadas”, explica Brandão.

Ainda de acordo com Brandão é comum ocorrer tremores no Ceará. Mais de 50 cidades já tiveram tremores.

“É comum a terra tremer no Ceará. Nós já temos 52 municípios que a terra já tremeu. E o mais significativo são dois tremores na cidade de Pacajus, na Grande Fortaleza. O maior deles em 1980 quando foi verificado 5,2. Houve vítimas de toda a ordem nesta época”, recorda.

Maiores tremores do Ceará

  1. Pacajus – 5,2 (1980)
  2. Palhano – 4,5 (1989)
  3. Aracati – 4,3 (1928)
  4. Cascavel – 4,1 (2000)

Tremor de Sobral completa dez anos

Moradores do distrito de Jordão, em Sobral, ainda lembram do tremor ocorrido em 2008. A aposentada Laíca Barbosa da Silva diz que jamais vai esquecer do dia que a terra balançou em Jordão. “Foi terrível. Jamais vou esquecer. Não tem como esquecer. Um barulho grande e tudo tremendo”, relembra.

Outro morador afirma que passou quase uma semana dormindo na rua, pois as autoridades proibiram a população retornar para suas casas. “O que aconteceu é que a gente foi morar na rua por causa dos tremores. Uma semana fora das casas”, recorda o morador.

Brandão lembra que um tremor de 1,5 e 2,0 já é possível uma pessoa sentir. “Algo em torno entre 1,5 e 2,0 já é possivel um morador sentir, caso ocorra em sua cidade. O cuidado da Defesa Civil é fazer essa recomendação. Tremor ocorreu lá trás e vai acontecer de novo. Nosso trabalho é de orientar a população”.

Causa dos tremores

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, os tremores ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica.

As fossas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano. Os tremores também podem estar relacionados à atividade sismológica das placas tectônicas.

Fonte: G1 CE

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