Crescem exportações de ferro do Ceará para a China

       

Vem crescendo a exportação de minério de ferro do Ceará. Foto - Thiago Gaspar

Em 2012, as exportações de minério de ferro do Ceará deverão superar as de 2011. No último fim de semana, o 3º carregamento realizado neste ano deixou o Porto do Pecém levando 57 mil toneladas para a China. De janeiro até este mês, foram enviadas, ao todo, 175 mil toneladas desse tipo de rocha. Isso já representa 80% de tudo o que foi exportado no acumulado do ano passado inteiro, quando 220 mil toneladas cruzaram os mares em uma viagem de 40 dias do litoral cearense até o gigante asiático.
         De acordo com a empresa chinesa Globest – que, atualmente, lidera a extração do material bruto na Serra do Besouro, no Município de Quiterianópolis, a 415 Km de Fortaleza -, o volume vendido para a Ásia em 2012 só não é maior do que a quantidade comercializada em 2011 porque ainda não acabou o ano.

Remessas

        Até dezembro, ainda restam dois outros carregamentos semelhantes ao realizado no último fim de semana. Se o cronograma for seguido corretamente, isso quer dizer que outras 114 mil toneladas deverão sair do Estado nos próximos quatro meses, ultrapassando, dessa forma, a marca do ano passado.
              A previsão é que sejam exportadas 289 mil toneladas de minério de ferro até o fim deste ano. Esse volume seria 31,6% superior ao comercializado no ano imediatamente anterior.

Empresas chinesas
            A Globest é uma das companhias que compõem o grupo internacional, com experiência no setor de mineração em outros pontos do mundo, formado ainda por Prosperity Minerals Holdings e Ningbo Port Company, ambas também chinesas.
            No fim do ano passado, esse conjunto de empresas divulgou que iria investir R$ 997 milhões, nos próximos quatro anos, no Ceará e no Rio Grande do Norte. Os recursos seriam aplicados parceladamente em três vezes, sendo os primeiros R$ 52 milhões, em 2012; outros R$ 195 milhões no ano que vem; e R$ 750 milhões, em 2014.

Início
              A exploração do minério de ferro cearense começou efetivamente a ganhar maior proporções em 2010. Só que a jazida do material ficava no Distrito de São José do Torto, em Sobral, na região Norte do Estado, a 230 Km da Capital. Contudo, as negociações entre os chineses e governo estadual, através da Cearáportos, começaram a ser desenhadas dois anos antes.

Chuvas
               As fortes chuvas registradas naquele ano foram o principal obstáculo para a operação da Globest, na época. A empresa chegou a anunciar que não conseguiria realizar mais uma exportação do material, pois precisava de uma período de readaptação.
              A fase teria sido necessária porque os novos volumes de minério que estavam sendo retirados do solo possuíam características diferentes daquelas inicialmente exploradas.
             No início do ano seguinte, com a persistência da quadra chuvosa, um carregamento chegou a ser adiado. Porém, outros problemas viriam.

Multa
               Em maio de 2011, a Globest chegou a ser multada em R$ 64 mil pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) multou e embargou a companhia chinesa Globest. O motivo foram os danos ambientais causados pelo desmatamento da área, sem autorização, de 17,61 hectares, dos quais 400 metros quadrados estavam em uma Área de Preservação Permanente (APP) de um açude.
              Na época, a denúncia partiu dos próprios moradores da região, que fizeram, ainda, o alerta de que os limites para extração estavam sendo desobedecidos pela Globest. Além disso, problemas respiratórios também foram constatados em pessoas da vizinhança.
               A exploração e o beneficiamento do minério de ferro naquela localidade foram retomados normalmente, em seguida.

Fonte: Diário do Nordeste 

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