Pesquisa mostra agrotóxico no leite materno

Pesquisa promovida pela Universidade Federal de Mato Grosso encontrou contaminação por produtos agrotóxicos no leite materno de mulheres residentes no município de Lucas do Rio Verde. A presença das substâncias tóxicas foi comprovada num grupo de 62 voluntárias. No leite de todas elas foi constatada a contaminação em níveis preocupantes. O fato serve como alerta para o rígido controle sanitário do produto, em face do risco imposto aos recém-nascidos.

Nos elementos identificados no leite materno, foram encontradas substâncias proibidas há 20 anos, as quais podem ficar armazenadas no corpo por tempo indeterminado. Dentre eles, o mais recorrente foi o DDE, derivado de um agrotóxico proibido em 1998, porque causaria infertilidade masculina e abortos espontâneos. Os agrotóxicos descobertos no leite humano são utilizados nas lavouras do município.

Chamou a atenção dos pesquisadores o fato de haver a identificação, em algumas delas, de até seis tipos de tóxicos. Das mães participantes dessa pesquisa científica, 19% já sofreram abortos espontâneos. Há, também, entre elas, casos de má-formação fetal e de câncer. As pesquisas irão investigar as origens dessas enfermidades, pois, a cada ano, são utilizados mais de cinco milhões de litros de agrotóxicos na produção agrícola daquele município.

No Ceará, há três focos permanentes de preocupações com o excesso de substâncias cancerígenas contidas nos produtos usados para o combate às pragas dos alimentos: eles se situam no Vale do Jaguaribe; na Serra da Ibiapaba  e no Vale do Curu, áreas produtoras de frutas, verduras e legumes, hortifrutigranjeiros…

 A pesquisa agronômica avança na viabilização de insumos naturais para o controle fitossanitário. Falta, contudo, a disseminação de seu uso em substituição aos produtos letais.

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