Poeta Louise Glück ganha Prêmio Nobel de Literatura 2020

Vitória de Louise Glück é anunciada de forma on-line devido à pandemia de Covid-19. Foto:Divulgação

A poeta norte-americana Louise Glück é a vencedora do Prêmio Nobel de Literatura deste ano. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (8) pela Academia Sueca, responsável pela tradicional honraria, numa cerimônia on-line transmitida de Estocolmo, em face da pandemia do novo coronavírus.

O júri dedicou o prêmio à autora “por sua inconfundível voz poética que, com austera beleza, torna universal a existência individual”.

Glück, de fato, é conhecida pela sensibilidade, precisão técnica e uma obra que mergulha nos meandros de temáticas como relações familiares, solidão, divórcio e morte. Não à toa, é considerada como uma das poetas contemporâneas mais talentosas da América.

Com a vitória de Louise, o Prêmio Nobel já tem quatro laureadas mulheres neste ano. A primeira foi Andrea Ghez, que dividiu o prêmio com dois cientistas por sua pesquisa em buracos negros. Além dela, Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna ganharam o Prêmio Nobel 2020 em Química pela descoberta do Crispr, método de edição do genoma.

Por sua vez, o Prêmio Nobel de Literatura foi concedido a apenas 16 mulheres entre uma centena de homens desde sua criação, em 1901. Antes de Louise, a última delas havia sido a polonesa Olga Tokarczuk, em 2018.

Trajetória

Encontros familiares desastrosos, desespero existencial e casos de amor fracassados dão o tom dos primeiros livros escritos por Louise Glücke. Os trabalhos subsequentes que levam a assinatura da poeta seguem nessa linha, embora abrangendo mais temáticas, a exemplo de perda, rejeição, isolamento e decepção. 

Para alguns críticos, a poética da autora é sombria, sendo difícil desviar o olhar dos versos sob sua criação.

Entre outros reconhecimentos, em 2015 a poeta recebeu das mãos do até então presidente americano Barack Obama a Medalha Nacional de Humanidades.

Confira as mulheres que venceram o Nobel de Literatura:

1909 – Selma Lagerlöf;1926 – Grazia Deledda;1928 – Sigrid Undset; 1938 – Pearl Buck;1945 – Gabriela Mistral;1966 – Nelly Sachs;1991 – Nadine Gordimer;1993 – Toni Morrison;1996 – Wislawa Szymborska;2004 – Elfriede Jelinek;2007 – Doris Lessing;2009 – Herta Müller;2013 – Alice Munro;2015 – Svetlana Alexievich;2018 – Olga Tokarczuk;2020 – Louise Glück.

Diário do Nordeste / Escrito por Redação, 08:32 / 08 de Outubro de 2020

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