Projeto Mulheres da Rua 23 mostra documentário de Sobral

O bate-papo contará com a presença da fotógrafa Thamila Santos. oto: Thamila Santos

Sensações, dores, alegrias e memórias se misturam nas trajetórias de 19 mulheres que vivem em uma mesma rua. Suas narrativas estão documentadas no projeto fotoliterário “Mulheres da Rua 23”, realizado pela fotógrafa Thamila Santos. Vizinha das personagens e responsável pelo registro da conversação, memória e afeto que conduzem a obra, ela estará ao vivo no próximo “Entre Telas Fotopoéticas”. O evento acontece no Instagram do Porto Iracema a partir das 17h30min, da próxima quinta-feira (23).

Selecionado pelo “Edital Cultura Dendicasa: Arte de Casa para o Mundo”, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), o trabalho borra as linguagens da fotografia documental e da literatura a partir das histórias de mulheres que vivenciam este mesmo espaço, incluindo a artista que há quatro anos também mora nele.

Localizada no centro antigo do município de Sobral, no Ceará, a rua 23 de Setembro é cercada por uma tradição de diversos patrimônios históricos. Além de uma viagem por esse espaço, no interior do Estado, a live também discutirá as trajetórias da artista, os processos do projeto e seus desdobramentos.

Esta é mais uma edição do “Entre Telas – Fotopoéticas”, que vem trazendo artistas e pesquisadores que estão pensando a fotografia a partir desse momento de isolamento necessário que estamos vivendo. Os bate-papos são mediados pela coordenadora do Programa de Fotopoéticas, Iana Soares.

Sobre o projeto
Mulheres da rua 23 é o encontro entre a artista Thamila Santos e suas vizinhas, 19 mulheres que habitam a mesma rua. É uma obra de conversação, memória e afeto sobre as narrativas de mulheres que habitam o mesmo território, mas que pouco sabem sobre suas histórias. Uma obra que borra as linguagens da fotografia documental e da literatura.

Rua 23 de setembro é uma rua localizada no centro antigo do município de Sobral, no Ceará, cercada por uma tradição de diversos patrimônios históricos desta cidade dita “oficial”, como a Catedral da Sé, a Casa do Capitão Mor e a Câmara Municipal. Contudo, é na margem da Rua 23, conhecida pelos moradores como antiga Rua da Palha, que está o rio Acaraú e a rua que simbolicamente lhe atravessa chamada rua das dores, cuja igreja homônima era destinada aos escravizados enquanto na Catedral os ‘sinhozinhos’ e ‘sinhazinhas’ daquela Sobral realizavam seus cultos.

Para ler as histórias clique AQUI. Veja o projeto na plataforma “Cultura Dendicasa”, da Secult-CE AQUI.

Sobre Thamila Santos
Gosta de invenção. É fotógrafa, psicóloga e mestranda em psicologia e políticas públicas pela Universidade Federal do Ceará – Campus Sobral.

Com informações do Portal da Secult-CE

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