Solenidade marca abertura da Bienal Internacional do Livro

Abertura da Bienal do Livro no Centro de Eventos do Ceará. Foto- Júlio Caesar/O POVO

Traços da cultura indígena foram somados ao tema “As Cidades e os Livros” para discutir a diversidade cultural e social das diferentes tribos. Assim aconteceu na noite de sexta-feira, 16, a abertura oficial da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Eventos. O evento teve espetáculo com a cantora e pesquisadora Marlui Miranda, Orquestra de Barro Uirapuru e grupo Luthieria Catavento e coral Tapera Encantada, da ONG Tapera das Artes. A Bienal segue, com programação inteiramente gratuita, até o dia 25.

O tema convida à discussão sobre os direitos das cidades. “A cidade é um livro polifônico, com distintas vozes, cores e personagens. É um tema instigante”, frisa Fabiano Piúba, secretário da Cultura do Estado. São homenageados do evento Raduan Nassar, Mia Couto e Natércia Campos (1938-2004).

A escritora Ana Miranda, curadora da Bienal, fala que a inclusão das manifestações e a valorização da cultura local foram pilares desta edição. “Esse tema é muito candente porque nos leva a pensar sobre a relação das pessoas, as fronteiras e a ancestralidade. Observamos, por exemplo, essa explosão maravilhosa que vem das periferias e das mulheres negras, que estão cada vez mais fortes na literatura, pontua.

Para Angela Gutiérrez, presidente da Academia Cearense de Letras, o tema é “extraordinário” e dialoga com o público ao aproximá-lo dos autores locais. “Estou entusiasmada e esperançosa com a Bienal deste ano, festejando as cidades que abrigam os escritores”, dialoga ela, que, hoje, às 10 horas, abre o Salão do Professor, junto a Ana Miranda, em palestra sobre Memórias, afetos e leituras na escola.

A Bienal cresce a cada edição. Em quantidade de expositores, aumentou em 27%, em comparação à edição passada. Em 2017, eram 40 mil visitantes por dia e agora deve aumentar. Ainda assim, o comércio é consequência. É o que diz Mileide Flores, que esteve na organização de dez bienais e agora coordena o encontro “Livro e Seus Mercados”.

O variado acervo de livros disponíveis na Bienal compreende obras de escritores nacionais e internacionais, lançamentos e clássicos.

Com informações do jornal O POVO

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