Archive for outubro 2021

Sobral celebra aniversário de 75 anos de Belchior

Evento foi realizado no patamar do Theatro São João, no centro histórico de Sobral. Fot-Divulgação

A Prefeitura de Sobral, por meio da Secretaria da Cultura e Turismo (Secult), realizou, nesta terça-feira (26/10), um momento de homenagem a Belchior realizado no patamar do Theatro São João.

A noite contou com a participação de artistas locais e o público que utilizou o microfone aberto para prestar suas honras ao cantor, com a celebração de seu aniversário de 75 anos,

O momento teve como objetivo celebrar a história e contribuição do artista sobralense que ficou conhecido por suas músicas que mesclavam estilos regionais e contemporâneos com narrativas de histórias comuns a todos os jovens até a atualidade.

O evento foi realizado com todos os protocolos de segurança.

Portal da Prefeitura de Sobral: Notícias Publicado: 27 Outubro 2021

Troféu Eusélio Oliveira para Halder Gomes e Marta Aurélia

Marta Aurélia e Halder Gomes irão receber o Troféu Eusélio Oliveira na 31ª edição do Cine Ceará(foto: divulgação / Dudu Abreu)
Marta Aurélia e Halder Gomes receberão o Troféu Eusélio Oliveira.Foto- Divulgação/Dudu Abreu)

A cerimônia de abertura 31º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que ocorrerá em 27 de novembro, será marcada por homenagens a dois talentos cearenses: o cineasta Halder Gomes e a atriz e cantora Marta Aurélia, que receberão na solenidade o Troféu Eusélio Oliveira em celebração às carreiras.

Halder é reconhecido pelas comédias de sucesso que dirigiu e escreveu, em especial o universo de “Cine Holliúdy”, que já rendeu um curta, dois longas e uma série para TV. O próximo projeto do artista, porém, será o drama “Vermelho Monet”.

Marta Aurélia também transita entre diferentes campos. Com mais de 30 anos de carreira, a artista é atriz, cantora, compositora e performer, além de atuar como pesquisadora e jornalista. Com participação em filmes como “Luzia Homem” (1988), “Milagre em Juazeiro” (1999) e “Marco” (2019), ela está atualmente em cartaz no longa cearense “Cabeça de Nêgo”, de Déo Cardoso.

Quando é o 31º Cine Ceará?

O tradicional festival de cinema cearense será realizada entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro. O formato será híbrido. Em Fortaleza, o Cineteatro São Luiz exibirá as produções das competitivas de curtas e longas, os longas da Mostra Olhar do Ceará, a mostra O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, os curtas do Prêmio Água e Resistência e o longa “O Marinheiro das Montanhas”, de Karim Aïnouz, que encerra o evento. Também presencialmente, o Cinema do Dragão irá exibir os 17 curtas da Mostra Olhar do Ceará.

 A programação remota será dividida entre o Canal Brasil, Canais Globo, Globoplay + Canais ao Vivo, canal do Cine Ceará no YouTube e TVC.

O POVO online – 13:00 | Out. 27, 2021 Autor João Gabriel Tréz Tipo Notícia

Seleção de 296 professores temporários e substitutos Uece

Campus Itaperi, da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Foto-Arquivo

A Fundação Universidade Estadual do Ceará (Funece) lançou os Editais nº 13/2021 e nº 14/2021, que visam a seleção pública para professores temporários e substitutos, respectivamente.

Ao todo, são ofertadas 296 vagas para docentes que atuarão em cursos nas unidades da Uece em Fortaleza, Itapipoca, Limoeiro do Norte, Iguatu, Crateús, Tauá e Quixadá.

A remuneração chega até R$ 5.641,54, a depender da carga horária de trabalho e da titulação do docente.

As inscrições acontecerão no período de 29/10 a 12/11/2021, exclusivamente online, pelo site www.uece.br/cev. Para concretizar a inscrição, o candidato deverá entregar sua ficha de inscrição devidamente preenchida com toda a documentação solicitada no edital, na CEV/Uece, campus Itaperi, ou enviar por correio.

As provas escritas de ambas as seleções ocorrerão no dia 29 de novembro e as provas didáticas no dia 19 de dezembro.

Acesse os Editais no Diário Oficial do Estado (Edital nº 13/2021 a partir da página 18 e o Edital nº 14/2021 a partir da página 53).

Acesse cronograma completo da seleção de professores temporários e da seleção de professores substitutos.2021.

Acompanhe o processo de seleção em www.uece.br/cev

Com informações do Portal da Uece

Aniversário de Belchior é celebrado com tributo

Cantor e compositor Belchior faria 75 anos em 2021 (foto: João Carlos Moura)
Cantor e compositor Belchior faria 75 anos em 2021 (foto: João Carlos Moura)

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura exibe, nesta terça-feira, 26, o pocket show “Além do Piano – especial Belchior”, do pianista e artista digital Anderson Freitas. A apresentação estreará a partir das 19 horas no canal do Dragão do Mar no YouTube. Livre e acessível em Libras, o espetáculo musical celebra o legado do rapaz latino-americano, que completaria, neste mesmo dia, 75 anos.

A interpretação de clássicos do cantor cearense, no formato voz e piano, será acompanhada de imagens e fonogramas antigos, numa apresentação curta, mas surpreendente e emocionante que mantém viva a presença de Belchior.

Anderson Freitas é músico, professor e pesquisador, atuando profissionalmente como instrumentista em eventos, produtor e educador musical, desde 2007. Atualmente, desenvolve pesquisas na área de computação musical no Programa de Pós-Graduação em Computação, Comunicação e Artes da Universidade Federal da Paraíba.

O POVO online – 11:21 | Out. 25, 2021 Autor O POVO Tipo Notícia

Festival de teatro exibe 19 espetáculos cearenses

'O Fantástico Circo Teatro do Artista da Fome', do Cangaias Coletivo Teatral, estará no FAC Cena Ceará(foto: Tim Oliveira)
‘O Fantástico Circo Teatro do Artista da Fome’, do Cangaias Coletivo Teatral .Foto:Tim Oliveira

O Festival das Artes Cênicas Cena Ceará realiza uma mostra de conteúdos de teatro entre quarta-feira, 27, e domingo, 31. O evento, que reúne vários trabalhos realizados durante a pandemia do coronavírus, ocorrerá em formato on-line e gratuito.

No total, 19 projetos foram escolhidos, com divisão entre cenas curtas e espetáculos teatrais. A curadoria foi realizada por Ana Caroline, arista circense; Rita Aquina, educadora em dança; e Dane de Jade, atriz, pesquisadora e arte-educadora.

As três ponderaram sobre aspectos estéticos e temáticas que dialogam com a representatividade e a descentralização das narrativas. Neste contexto, o evento será aberto com a exibição de “Das que ousaram desobedecer”, da Cia Brava.

Dirigida por Herê Aquino, a peça foca nas memórias de mulheres cearenses que lutaram contra a ditadura militar entre as décadas de 1960 e 1970. As narrativas trazem nomes como Rosa da Fonseca, Nadja Oliveira, Ruth Cavalcante, Helena Serra Azul, Rita Sipahi, Beliza Guedes e Jana Barroso.

Haverá também a transmissão de “O Fantástico Circo Teatro do Artista da Fome”, produzido pelo Cangaias Coletivo Teatral e inspirado na obra “O Artista da Fome”, de Franz Kafka.

A obra mostra o show de um famoso artista que é jejuador profissional. Ele é capaz de passar 40 dias sem comer. Entre relatos sobre seu trabalho e sua sobrevivência, revela o espaço do artista na sociedade atual.

Já a Companhia Crisálida de Teatro apresenta “Ariadne – Cartografias de um Labirinto”, em que adapta o mito do fio Ariadne, que seria uma maneira de encontrar as soluções para os problemas difíceis.

Na narrativa, a personagem precisa encontrar a força interior para enfrentar seus conflitos pessoais e suas tragédias família, além de encarar um mundo em ruínas.

Outros trabalhos que serão apresentados são: “O Arrebatamento”, de As 10 Graças de Palhaçaria; “Guerra de Cupcake”, do K’Os Coletivo; e “Delirantes e Malsãs”, do No barraco da constância tem!.

Os conteúdos serão exibidos nos canais do Youtube do Porto Dragão, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e do Festival das Artes Cênicas. Após cada transmissão, os grupos conversarão com Monique Cardoso, a diretora do FAC, em evento virtual.

FAC Cena Ceará 2021

Quando: de quarta-feira, 27, a domingo, 31
Onde: nos canais do Youtube do Festival das Artes Cênicas, do Porto Dragão e do Centro Dragão do Mar
Mais informações: no perfil do Instagram @festivaldasartescenicas

O POVO online – 14:00 | Out. 24, 2021 Autor Clara Menezes Tipo Notícia

Marivalda Kariri continua encantando palcos aos 80 anos

Marivalda Kariri nasceu no sertão de Milhã e desde cedo apegou-se às canções sacras e o forró de raiz
 Marivalda nasceu no sertão de Milhã e desde cedo apegou-se às canções sacras e o forró de raiz

Marivalda Kariri trilhou pedaços de chão esquecidos do Brasil. Sustentou a família levando arte e diversão a garimpos, seringais e barrancos inóspitos da Região Norte. Orfã aos três anos, fez carreira cantando de choros a forrós maliciosos. Caso do sucesso “Toco Cru Pegando Fogo”.

De Luiz Gonzaga (1912-1989), afirma, guardou ensinamentos valiosos quanto à lida artística. “A forrozeira do Amazonas” testemunhou diferentes realidades e crê na transformação social por meio da arte. Compositora, roteirista, cineasta, folclorista, produtora. Muitas são as contribuições da cearense nascida em Milhã.

No domingo (17), às 18h, a cantora celebra 80 anos de história. Sobe ao palco do Cineteatro São Luiz de Fortaleza para realizar o espetáculo “Fados, Choros e Canções”. O repertório aproxima nordeste e terras lusitanas. Representa homenagem às raízes familiares. “Até com lata d’água na cabeça nas estradas cantei”. 

O contato com o fado veio na infância, com a avó. Chegou a ouvir de um irmão que se fosse cantora, seguisse o estilo português. “Mas, eu gostava mesmo era do forró, da raiz nordestina”. Começou com hinos em igrejas. Corações de novenas. No Recife, do orfanato Bom Pastor do Engenho do Meio, participou de corais. Lá, ouviu Jackson do Pandeiro (1919-1982) lhe incentivar a ser profissional.

“Conheço o Brasil e as beiradas”

São Paulo. Anos 1970. Marivalda se dedica a choros e forró tradicional. Conhece o parceiro musical e esposo Zeca Costa (que realiza participação especial no concerto do Cineteatro São Luiz). Com o músico gaúcho forma a dupla romântica “Duo Diamante”. Tempos depois, um convite mudaria tudo.

Com a febre da Jovem Guarda, conta Marivalda, o forró perdia espaço no mercado. O baião de Carmélia Alves (1923-2012), Jackson do Pandeiro, entre outros nomes, tinha páreo duro com os cabeludos liderados por Roberto Carlos. Sabiamente, Gonzagão viu a hora de atrair outras plateias.

Segundo a cantora, o filho de Januário montou excursões pela Região Norte. A fórmula era apresentar novos nomes do forró e ele convidou a cearense. Chegou ao Pará em 1975. Fizeram Ilha de Marajó e Santarém, resgata. Riscaram Amazonas e Rondônia. “Comecei a desbravar e não voltei mais. Ia a São Paulo, dava as ordens e voltava”. 

Por conta dos ciclos da borracha e a então “febre do ouro”, aquele território era tomado por nordestinos e descendentes. Foram 22 anos dedicados àquele mercado. Fazia cultura para riberinhos e populações que careciam de diversão. Marivalda lembra fielmente do ensinamento de seu Lua.“Se você for esperta mesmo, você não vai ficar ganhando aquele cachê pequeno de São Paulo e Rio de Janeiro. Fique aqui. Tem nordestino. É onde precisam da nossa música”

Perigos do Norte

“Rio arriba, rio abaixo. Você não tem uma ribeira de rio grande ou pequeno, de afluentes que eu não tenha passado, que eu não tenha visto coisa bonita e coisa feia”.  A memória da cearense reconstrói o difícil cenário daquela parte do País. De ver pessoas mortas. Moradores nativos que os latifundiários entravam e matavam.

De navegar por um imenso rio e se deparar com corpos de garimpeiros. Assassinados por briga de ouro. “Meu lado social despertou muito por conta desta situação. Muitos garimpeiros que ali morriam, deixavam as viúvas em barracos com cinco, seis, sete, oito… 10 filhos sem ter como sobreviver. Daí, foi que criei uma ONG em Rondônia”, descreve.  

De um barracão ajudava estas mulheres que perderam os maridos. Amparava também os “blefados” que se chegavam. Marivalda explica o termo. Refere-se a quem faliu. Quebrou após o barranco não dar mais ouro. Ali, era preciso falar a mesma língua. 

“Quando Gretchen, aquela Rita Cadillac chegaram no garimpo, eu já estava velhinha, fazendo shows. Mas, não tirando a roupa para cantar. Cantava vestida de cigana. Eu era meio doida para me sair bem e não ser estuprada. E os caras respeitavam o meu trabalho”, conta. 

Criou a prole em São Paulo. Indo e vindo cortando os céus do Norte. Trabalhando e ganhando dinheiro na Amazônia. “É por isso que Marivalda quase não fez o nome no Ceará. Fiquei muitos anos lá. Quando voltei, foi igual à história da vaquinha. ‘Só tinha o couro e o osso’”, conta e se diverte. 

Citando os versos de “Último Pau de Arara”, explica que o retorno à terra natal foi devido a um difícil momento de saúde. “Estava desenganada há coisa de 16 anos”.  A artista superou o câncer e enfrentou outra batalha recentemente. Ficou 30 dias, internada durante a pandemia por conta de uma infecção. “Não foi Covid-19”, fala agradecida. 

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Foram tempos de muito trabalho. Quando lembra do Norte, lamenta que muitas das injustiças de anos atrás ainda perdurem  naquela região. “Muito artista global viveu a carreira inteira na emissora e não conseguiu construir uma morada, uma casa. Eu consegui. Botei meus filhos em casa boa. Paguei faculdade. Ajudei família. Quando chegou a hora de aposentar eu nem quis parar, observa.

Em Milhã, oferta projeto de formação com o “Museu e Casa de Cultura Marivalda Kariri”. “Acho tão bom fazer as coias para mim e para os outros. Tem muita criança formada com a ajuda que eu e alguns amigos conseguimos fazer. Temos a Casa de Cultura e o acervo que vai dando para nos divertir”, desabafa.

Diário do Nordeste – Verso /Escrito por Antonio Laudenirlaudenir.oliveira@svm.com.br 09:00 / 17 de Outubro de 2021.

Governador autoriza novo edital de banda de música

Entrega dos instrumentos musicais para os 60 municipios contemplados no programa 'Toda Banda de Música é uma Escola'(foto: (Thais Mesquita/OPOVO))
Entrega dos instrumentos musicais para 60 municípios. (foto: (Thais Mesquita/OPOVO))

Na manhã desta quinta, 21, na solenidade de entrega de kits musicais do programa “Toda Banda de Música é uma Escola”, o governador Camilo Santana (PT) indicou lançamento de novo edital voltado a bandas municipais. Participaram da cerimônia vice-governadora Izolda Cela, a primeira-dama Onélia Santana, o secretário da Cultura Fabiano Piúba e gestoras e gestores municipais.

Após iniciar o discurso brincando que iria tocar flauta – instrumento que aprendeu na infância e que acabou de fato tocando numa performance improvisada na cerimônia -, o governador ressaltou a importância do investimento em cultura “na transformação da vida” das pessoas.

Camilo adiantou, ainda, a autorização para o lançamento de um novo edital de banda de música. “A gente tem procurado garantir que todos sejam contemplados (pelas políticas públicas do governo) e já quero autorizar o Fabiano para lançar um novo edital que possa atender aos outros municípios cearenses que não foram contemplados nesse”, disse o petista.

“A música estimula e é uma forma de expressão e liberdade. Isso é valorizar nossa arte e nossa cultura”, ressaltou Camilo ainda pediu aos presentes que “fortaleçam” a política da música nos municípios.

“Vocês não sabem a mudança e a transformação que vocês estarão fazendo e poderão fazer em muitas crianças e jovens”, afirmou, citando, entre outros, os exemplos de projetos como a Orquestra de Sopros do Piamarta e a ONG Casa de Vovó Dedé.

“Esse edital é tradução de uma política pública de educação e cultura. Como contrapartida, as bandas municipais contempladas (devem) relacionar sua banda de música com as escolas municipais e estaduais, priorizando os alunos de escolas públicas tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio”, reforçou o secretário Fabiano Piúba.

O programa “Toda Banda de Música é uma Escola” contemplou 60 municípios com a entrega de kits contendo 46 itens, entre instrumentos e acessórios musicais, a serem repassados para as bandas municipais de cada cidade do interior. No total, serão 2760 itens entregues. O investimento total foi de R$ 5,5 milhões. 

O POVO online – 13:34 | Out. 21, 2021 Autor João Gabriel Tréz Tipo Notícia

Unifor Plástica convida a reencontrar a arte em Fortaleza

Obra do artista cearense Diego de Santo
 Obra do artista cearense Diego de Santos. Foto: Ares Soares

Salão de arte contemporânea, a Unifor Plástica é realizada bienalmente no Ceará desde 1973. Neste intervalo, tornou-se testemunha das transformações sociais e uma das principais vitrines de apreciação das artes visuais do País.  

A partir desta quarta-feira (20), a 21ª edição estará aberta à visitação do público. Reunindo 41 artistas, a mostra celebra a tradição e os saberes como chave de conhecimento do presente. Gratuita, em cartaz no Espaço Cultural Unifor, permite acesso a lazer e cultura no momento de reabertura das atividades presenciais.  

A abertura oficial, realizada na noite desta terça-feira (19) reuniu artistas, convidados e curadores. Para representar a Fundação Edson Queiroz, participaram a presidente Lenise Queiroz Rocha (por vídeo chamada) e a vice-presidente da Fundação, Manoela Queiroz Bacelar.

O acervo compõe uma revisão histórica afetiva entre artistas veteranos e da novíssima geração. A curadoria é assinada por Marcelo Campos e Pollyana Quintella, que realizaram palestra de apresentação da mostra.

Durante a cerimônia de abertura, a gestora defendeu que a arte leva a diferentes universos. Nos conecta histórias de vida singulares, como as de Nice Firmeza (1921-2013), Gilmar de Carvalho (1949-2021) e Letícia Parente (1930-1991). “Os fios que bordam essas narrativas têm cores e espessuras inigualáveis”, descreveu.  

Escolha das obras

O acervo investiga como os saberes populares estão sendo abordados pela produção artística atual. O trabalho de pesquisa iluminou obras e artistas que lidam de modo ampliado com as relações entre tempo, temporalidade e presentificação.  

“Como a tradição pode conviver com pensamentos atuais? Esse será um desafio que o Brasil deverá enfrentar para entender que passado e futuro são forjados no presente enquanto vetores que se entrecruzam e se transformam continuamente”. 

Homenageados

Nessa edição, três nomes da cultura cearense são homenageados. A artista Nice Firmeza (1921-2013); o professor, pesquisador e escritor Gilmar de Carvalho (1949-2021); e Letícia Parente (1930-1991), artista representante do primeiro ano da Unifor Plástica, em 1973. 

Diário do Nordeste/Escrito por Redação, 20:54 / 19 de Outubro de 2021

Nando Reis fará show na Mostra Sesc Cariri de Culturas

Nando Reis
Nando Reis volta ao Cariri para show de abertura da Mostra Sesc. Foto:Sesc Ceará

Quando Nando Reis encerrou a Mostra Sesc Cariri em 2019, ninguém imaginava que, na edição seguinte, a única possibilidade de realização do evento fosse no ambiente on-line. Dois anos depois, o músico retorna à região, no dia 7 de novembro, mas em um show fechado, com transmissão virtual no YouTube do Sesc Ceará para o grande público

Apesar da restrição, a vinda do cantor já demonstra um novo momento para a Cultura no Estado. Ainda não será do jeito que as ruas do Cariri se acostumaram a viver a Mostra Sesc nas últimas duas décadas, mas a programação híbrida, a ser realizada entre os dias 7 e 14 de novembro, promete aquecer o caldeirão desta 23ª edição.

Este ano, conforme a organização, o evento volta o olhar para o território cultural do cariri cearense, fortalecendo a Campanha de Reconhecimento da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. 

As atividades presenciais serão abertas ao público com acesso limitado, mas terão transmissão a partir das plataformas digitais.

Música, Artes Cênicas, Literatura, Tradição, Audiovisual, Artes Visuais, Patrimônio, Biblioteca e Pensando Verde são as lingugens que estruturam a programação. 

O encerramento, no dia 14/11, será com o cantor, compositor e poeta, Abidoral Jamacaru, representante da música popular produzida na região do Cariri.

Serviço

23ª Mostra Sesc Cariri de Culturas
De 7 a 14 de novembro de 2021
Programação híbrida, com transmissão pelo YouTube do Sesc Ceará
Show de Abertura com Nando Reis, no dia 7, e encerramento com Abidoral Jamacaru, dia 14
Mais informações no site do Sesc Ceará

Diário do Nordeste – Verso/Escrito por Roberta Souzaroberta.souza@svm.com.br 11:00 / 19 de Outubro de 2021.

Museu recebe 36 fósseis levados ilegalmente do Cariri

Museu de Paleontologia realiza solenidade para recebimento de 36 fósseis(foto: Elizangela Santos/ Ascom Urca)
Museu de Paleontologia realiza solenidade para receber 36 fósseis.Foto-Elizangela Santos/Urca

O município de Santana do Cariri recebe 36 peças de fósseis que haviam saído ilegalmente do Brasil e agora retornam para seu local de origem. Para oficializar a chegada dos fósseis, o Museu de Paleontologia realizou solenidade de recebimento oficial nesta quinta-feira, 21. O material estava na Universidade do Kansas, nos Estados Unidos. A partir de agora estão sob a salvaguarda da Universidade Regional do Cariri (Urca), por meio do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens. 

Conforme informações divulgadas pelo Governo do Estado, este material havia saído ilegalmente do Brasil. Entre as peças que chegam ao Ceará está a aranha Cretapalpus vittari — que homenageia a cantora Pabllo Vittar. Tendo em vista a projeção internacional da artista nos Estados Unidos, os pesquisadores americanos decidiram realizar a homenagem.

O fóssil mencionado pertence a uma aranha da família Palpimanidae, oriunda da Chapada do Araripe, no extremo sul do Estado. O exemplar é o mais velho registrado em toda a América do Sul, sendo datado da Era Mesozóica (que ocorreu entre 250 e 65 milhões de anos atrás).

Devolução

O processo de devolução se iniciou após uma mobilização de paleontólogos brasileiros, diante da publicação de um artigo científico, nos Estados Unidos, a respeito dos fósseis. Os pesquisadores brasileiros começaram a questionar, através das redes sociais, como o material chegou ao país americano.

Um dos pesquisadores brasileiros foi o professor da Universidade Regional do Cariri, Renan Bantim. Ele explica, em entrevista á Rádio CBN/Cariri, que a iniciativa de devolver o material partiu do próprio autor do artigo, o paleontólogo americano Matthew R.Downen. “O americano não sabia dessa situação de tráfico. Então ele se propôs a iniciar uma conversa para a devolução desse material ao Brasil. Ele entrou em contato com o pessoal do museu do Kansas, e explicou toda situação. Depois ele me procurou para iniciar esse procedimento de devolução material”, explica Renan.

Ainda de acordo com o pesquisador, não é possível dizer se o ocorrido se trata de tráfico de fósseis, entretanto, a situação é vista com suspeitas pela comunidade científica brasileira: ‘Não se tem conhecimento se foi feito tráfico de fósseis para instituição, mas acredita-se que a pessoa que fez a doação à instituição trabalha com aranhas fósseis do mundo. E ele esteve na região há algumas décadas atrás e pode ter levado esse material para fora do Brasil”. 

Em nota oficial, o diretor do Museu de Paleontologia, Allysson Pinheiro, comemora a conquista do material: “Até porque esteve acima das expectativas. Vieram mais fósseis do que o previsto, até mesmo daqueles que não se tinha conhecimento de estarem nos EUA. A forma ilegal como o fóssil saiu do Brasil acabou sendo alvo de inquérito do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará”.

 O Povo online – 11:06 | Out. 21, 2021 Autor Levi Aguiar Tipo Notícia -Com informações do repórter da rádio CBN Cariri, Guilherme Carvalho

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