Amelinha entrega mensagem de amor em disco versátil e repleto de canções inéditas

Novo trabalho passeia pelo jazz , blues e arranjos que flertam com a música pop
Novo trabalho passeia pelo jazz , blues e arranjos que flertam com a música pop Foto: Marcello Castelo Branco

“Eu guardei tudo em segredo. Mas agora vou dizer”. É com este recado que Amelinha inicia o repertório de “Todo Mundo Vai Saber”. Ícone da canção brasileira, a cantora celebra a chegada de um disco repleto de composições inéditas e muita história para contar.  

Gravado há 10 anos, o álbum estava muito bem guardado, na espera do instante ideal de chegar até o público. As 12 músicas do novo trabalho são assinadas pelos cearenses Caio Silvio e Ricardo Alcântara.  

Além dos conterrâneos, Amelinha contou com a produção de Robertinho de Recife e um time de músicos de primeira. “É um filho. Um nascimento de algo que aconteceu de forma natural”, descreve em entrevista. 

A memória da cantora nos leva até 2007. Durante uma das muitas passagens pela Fortaleza querida, aconteceu o reencontro com Caio Silvio. “Ele me disse, olha eu estou com umas músicas…”, faz questão de pontuar a intérprete.

A poesia de Caio Silvio já fazia parte do universo sonoro de Amelinha. É o caso da composição “Sertão da Lua”, gravada no LP “Romance da Lua Lua” (1983). Em 2022, a obra ganhou nova roupagem e pode ser apreciada em “Todo Mundo Vai Saber”.  

Após ouvir e se encantar com o material apresentado, a cearense entendeu ser preciso a ponte com o amigo Robertinho. As gravações, descreve, aconteceram em meio à tranquilidade do estúdio criado pelo pernambucano no Rio de Janeiro. “Ele é um mago. Fez tudo, só não masterizou”, contabiliza e se diverte. 

Em família 

“Todo Mundo Vai Saber” ilumina temas como a noite da metrópole, o sertão, o desejo, amor e a solidão. Tem jazz, blues, MPB e arranjos que flertam com a música pop. Para costurar essa mistura de influências, as sessões contaram com Chico Chagas (acordeom), Francisco Casaverde (teclados e programação de bateria), Jorge Helder (baixo), Luiz Antônio (teclados), Mingo Araújo (percussão) e Pantico Rocha (bateria). 

Diário do Nordeste – Escrito por Antonio Laudenir, laudenir.oliveira@svm.com.br 15:00 / 22 de Fevereiro de 2022.

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