Ceará passa a marca de 10 mil sistemas fotovoltaicos

 A maior parte dos novos sistemas foram instalados em residências. Foto: Arquivo

Em 2020, o Ceará ultrapassou a marca de 10 mil sistemas de energia solar instalados em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. No ano, o Estado recebeu 6.050 novas conexões de sistemas fotovoltaicos de geração distribuída, o que representou um incremento de 135% em relação ao registrado em 2019 (2.573 novas conexões). Apenas neste ano, de 1° de janeiro até 8 de fevereiro, o Estado recebeu mais 622 novas conexões de sistemas solares. 

Com esse incremento, o Ceará tem hoje, 170,9 megawatts (MW) de potência instalada, sendo o nono estado brasileiro com maior potência e o maior do Nordeste. Dos mais de 6 mil sistemas instalados no Estado no ano passado, 4.549 foram em residências, 997 em comércios, 374 no meio rural, 93 em indústrias, 37 em prédios do poder público e 2 em iluminação pública. Ao todo, 181 municípios cearenses contam com pelo menos um sistema fotovoltaico instalado. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para Jonas Becker, coordenador estadual da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) no Ceará, o estado é atualmente um importante centro de desenvolvimento da energia solar. “A tecnologia fotovoltaica representa um enorme potencial de desenvolvimento sustentável, econômico e social para os cearenses, com geração de emprego e renda, e atração de investimentos privados”, diz. 

Enquanto o Ceará apresentou um incremento de 135%, no número de sistemas, no Brasil o crescimento foi de 65%, passando de 122,4 mil em 2019 para 202,3 mil em 2020. Com relação à potência instalada, o Ceará responde por 3,5% de todo o parque brasileiro de energia solar distribuída.
 
O presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, destaca que a energia solar fotovoltaica terá função cada vez mais estratégica para o atingimento das metas de desenvolvimento socioeconômico e sustentável em todos os estados brasileiros. “A tecnologia fotovoltaica é essencial para a recuperação da economia após a pandemia, sendo a fonte renovável que mais gera empregos no planeta”, diz Sauaia.

Geração distribuída

Com os sistemas de micro e minigeração distribuídas de energia elétrica, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade.

Na microgeração distribuída é permitido o uso de qualquer fonte renovável com potência instalada até 75 quilowatts (KW) e a minigeração distribuída compreende os sistemas com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW, conectadas na rede de distribuição por instalações de unidades consumidoras.

Diário do Nordeste – Escrito por Redação, 08:00 / 09 de Fevereiro de 2021. 

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