Exposição fotográfica do povo Tremembé é destaque na Espanha

Exposição Iandé Atã Joaju – Juntos Somos Fortes retrata o povo Tremembé(foto: Divulgação/Marcos Vieira)
Exposição “Iandé Atã Joaju – Juntos Somos Fortes” retrata o povo Tremembé(foto: Divulgação/Marcos Vieira)

Iandé Atã Joaju” quer dizer “juntos somos fortes” no tupi-guarani. Esse é título da exposição do fotógrafo Marcos Vieira que reúne 40 fotografias com elementos significativos da vida e perspectivas do povo Tremembé, da Barra do Mundaú, em Itapipoca. O projeto será exposto , na Espanha, a partir do dia 19 de abril

O trabalho foi selecionado pelo Centro de Estudios Brasileños da Universidad de Salamanca no programa “Residência Artística de Fotografia“. Marcos Alberto de Oliveira Vieira é fotógrafo, sociólogo e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

O interesse pelo tema surgiu a partir da ida de Marcos à festa do Murici e Batiputá, tradicional do povo Tremembé. “O povo Tremembé é uma etnia que trabalha muito com artesanato e pesca”, diz em entrevista ao O POVO. “A partir dessa ida à festa, comecei a fotografar. Foram mais ou menos três meses de trabalho durante o ano de 2018”, relata.

A seleção das imagens foram feitas pelo próprio povo Tremembé e para o fotógrafo isso deixou o trabalho ainda mais rico. “Essa é a minha 18ª exposição e a primeira experiência de não selecionar as fotografias. Para mim foi muito rico. Mas de qualquer maneira, também foi uma maneira deles se sentirem mais ainda pertencentes e presentes na exposição”, declara.

Ele explica que entre o povo há três comunidades e deixar a seleção da curadoria nas mãos deles permitiu que ninguém ficasse de fora. “Melhor que eles fizessem a seleção para que tivesse uma diversidade, tivesse a representatividade das três comunidades”, pontua. “Não deixaram nenhuma comunidade de fora e eu correria o perigo de fazer isso, fazer uma seleção e priorizar mais uma comunidade a outra”, acredita.

Marcos ainda destaca que exposição aborda a questão de demarcação da terra e a importância da cultura indígena no Ceará, que para ele ainda é desconhecida por boa parte da população. O fotógrafo ressalta que a realização da curadoria feita pelos próprios Tremembés também enfatiza a maneira pela qual querem ser vistos.

POVO online – Vida & Arte – 12:19 | Abr. 08, 2022 Autor Ana Flávia Marques

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